PCriciúma renascido, Clésio Salvaro, foi preso na manhã desta terça-feira (3) durante a segunda fase da Operação Caronte
O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), preso na manhã desta terça-feira (3) durante a segunda fase da Operação Caronte, teria feito lobby por licitação contaminada no esquema de corrupção relacionado ao serviço funerário no município, segundo a denúncia. de MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).
Segundo o documento, o secretário municipal de Assistência Social, Bruno Ferreira, teria dito à sua subordinada, a também denunciada Juliane Abel Barchinski – que atuava como gestora da SMAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) – que o prefeito Clésio Salvaro havia cobrado o “ licitação das funerárias”.
“O prefeito me pressionou a licitar casas funerárias. Vamos acelerar. Homi (sic) ele é maluco”, disse Bruno a Juliane, que, segundo denúncia do MPSC, foi responsável pela elaboração de parte da documentação técnica da licitação que beneficiaria ilegalmente empresários do setor funerário.
Dias depois, Bruno também acusou o advogado da Secretaria de Assistência Social, Juliano da Silva Deolindo, alegando que o prefeito Clésio o havia “pressionado na reunião”.
“Isso impulsiona as licitações da TR para funerárias. Ele me apertou na reunião. Temos que aumentar a licitação. Mais uma mijada em público”, disse Bruno, referindo-se ao prefeito Clésio Salvaro.
O relatório do NDMais entrou em contato com a defesa do prefeito Clésio Salvaro para se posicionar sobre as acusações e aguarda retorno.
Acusações do prefeito de Criciúma revelam interesse de empresários
Ainda segundo a denúncia, as cobranças do prefeito Clésio Salvaro “evidenciam que a urgência do núcleo político partiu do próprio interesse da iniciativa privada e da necessidade de ter acesso às atas”.
“De acordo com áudios dos dias 14 e 15 de julho de 2022, Jefferson Damin Monteiro conta a Thiago de Moraes que se encontrou em datas diferentes com os acusados Bruno Ferreira e Clésio Salvaro, prometendo revisar a tabela com a tabela de preços dos grupos na próxima poucos dias de caixões e serviços funerários”, diz trecho do documento, reforçando a ideia de que houve interesse por parte do poder público na fraude nas licitações das funerárias.
Prefeito de Criciúma foi preso nesta terça-feira
O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), e outras nove pessoas, foram presos na manhã desta terça-feira (3), durante a segunda fase da Operação Caronte. Em nota, a prefeitura informou que “está ciente do fato e está se reunindo para entender melhor o cenário para se posicionar”.

Os envolvidos foram denunciados no dia 20 de agosto pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações e contratos, corrupção, crimes contra a ordem econômica e a economia popular.
Prefeito de Criciúma teria sido ‘peça fundamental’ no esquema funerário
O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSD), foi peça fundamental no esquema funerário denunciado pelo MPSC. De acordo com o documento, dada a competência que detinha em consequência do seu cargo, Clésio é identificado como o membro da organização criminosa responsável por iniciar o processo legislativo de alteração da legislação municipal – que regulava a concessão de serviços funerários – através da emissão de decretos regulamentares desses serviços, bem como tomar decisões administrativas para abertura de licitação.

Ainda segundo a denúncia, Clésio Salvaro efetivamente agiu em benefício do grupo Crematório Catarinense e Bom Jesus ao reduzir – como já demonstrado pelo NDMais – o número de concessionárias de seis para quatro. Ele também encaminhou, conforme o documento, o Projeto de Lei Complementar nº. 15/2022 à Câmara Municipal, a fim de promover uma alteração na legislação municipal que beneficiasse os interesses da organização criminosa e restringisse a concorrência.
“Aderindo à intenção criminosa de grupos privados, passou a usar seus poderes para praticar uma série de atos administrativos baseados em desvio de finalidade, pois visava beneficiar os interesses das funerárias envolvidas”, afirma trecho da denúncia .
Desvendando ainda mais a participação de Clésio no esquema criminoso, a denúncia do MPSC detalhou que o prefeito participou e agendou diversas reuniões com o grupo empresarial sobre a licitação, “visando benefícios ilícitos para empresas utilizadas nas atividades ilícitas”.

Ele também acompanhou de perto cada etapa do processo licitatório, “tomou decisões administrativas de acordo com os interesses do eixo privado, inaugurou o Centro de Serviços Funerários, manteve contato com empresários e agendou e participou de reuniões para discutir um novo decreto, alguns dias após a assinatura do Decreto nº. 1.867/23, que regulamentou os serviços funerários nos exatos termos da legislação municipal e do edital de licitação.
Por fim, Clésio assinou o Decreto nº. 1997/23, cuja minuta foi elaborada por empresários de Florianópolis, entregando a administração do Centro Funerário, “desconsiderando assim a Lei Complementar Municipal nº. 159/2015 e o próprio edital de licitação, seus anexos e os instrumentos contratuais, que previam expressamente que as empresas concessionárias somente assumiriam o Centro após a futura implantação do Complexo Funerário de Criciúma”.
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