A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o primeiro caso de poliomielite na Faixa de Gaza em 25 anos. Trata-se de um bebê de 10 meses que mora na cidade palestina de Deir al-Balah, região central do território, e que não havia recebido nenhuma das doses previstas no calendário de vacinação contra a doença, popularmente conhecida como paralisia infantil.
No seu perfil na rede social “a OMS e os seus parceiros trabalharam arduamente para recolher e transferir amostras da criança para testes num laboratório certificado na região”.
“A sequenciação genómica confirmou que o vírus está ligado à variante do poliovírus tipo 2, detetada em amostras ambientais recolhidas nas águas residuais de Gaza em junho. A criança, que desenvolveu paralisia na perna esquerda, encontra-se em situação estável”, acrescentou o diretor-geral.
Tedros destacou que, dado o alto risco de propagação do poliovírus na Faixa de Gaza e regiões próximas, o Ministério da Saúde palestino, a própria OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) organizam duas rodadas de vacinação contra a poliomielite nas próximas semanas, com o objetivo de interromper a transmissão.
Trégua humanitária
Na semana passada, a OMS apelou a uma trégua humanitária em Gaza para que possam ser realizadas duas rondas de vacinação contra a poliomielite. Em comunicado, a entidade, em conjunto com a Unicef, pediu a todas as partes envolvidas no conflito que implementem pausas humanitárias por um período de pelo menos sete dias.
“Estas pausas nos combates permitiriam que as crianças e as famílias chegassem com segurança às instalações de saúde e que os trabalhadores comunitários chegassem às crianças que não têm acesso a essas instalações para serem imunizadas contra a poliomielite. Sem pausas humanitárias, as campanhas não serão possíveis”, afirmou a OMS.
A expectativa é que, em cada uma das rodadas de vacinação, mais de 640 mil crianças menores de 10 anos possam receber a vacina oral contra poliomielite, popularmente conhecida como gotícula.
Entender
O poliovírus foi detectado em Junho em amostras ambientais recolhidas na Faixa de Gaza. Desde então, segundo a OMS, pelo menos três crianças apresentaram suspeita de paralisia flácida aguda, sintoma comum da poliomielite. Amostras de sangue foram coletadas e enviadas para análise laboratorial.
“Mais de 1,6 milhão de doses da vacina oral, usada para impedir a propagação do vírus, serão entregues na Faixa de Gaza. Entregas de vacinas e equipamentos de refrigeração deverão passar pelo Aeroporto Ben Gurion [em Israel] antes de ser direcionado para Gaza, no final de agosto”, informou a entidade.
“É fundamental que o transporte das doses e dos equipamentos de refrigeração seja facilitado em todas as etapas desta jornada, para garantir o recebimento, aprovação e liberação oportuna dos insumos a tempo da realização da campanha”, destacou a OMS. No total, foram acionadas 708 equipes com cerca de 2,7 mil profissionais de saúde.
A organização alertou que a cobertura vacinal de pelo menos 95% deve ser alcançada durante cada ronda da campanha para impedir a propagação da poliomielite e reduzir o risco de um ressurgimento da doença, tendo em conta “sistemas de saúde, água e saneamento gravemente prejudicados em a região”.
Dados da entidade mostram que a Faixa de Gaza está livre da poliomielite há 25 anos. “O ressurgimento da doença, sobre o qual a comunidade humanitária tem alertado nos últimos 10 meses, representa outra ameaça para as crianças em Gaza e nos países vizinhos. Um cessar-fogo é a única forma de garantir a segurança da saúde pública na região.”
Risco
Ainda segundo a OMS, a Faixa de Gaza mantinha uma boa cobertura vacinal antes da escalada dos conflitos em outubro do ano passado. Desde então, a vacinação de rotina foi fortemente afetada – incluindo a segunda dose da vacina contra a poliomielite, que caiu de 99% em 2022 para menos de 90% em 2023 e no primeiro trimestre de 2024.
“O risco de propagação do vírus, na Faixa de Gaza e a nível internacional, continua elevado devido às lacunas na imunidade das crianças causadas por interrupções nas vacinações de rotina, dizimação do sistema de saúde, deslocamento constante da população, desnutrição e sistemas de saúde. danificou seriamente a água e o saneamento”, alerta a OMS.
“A situação também aumentou o risco de propagação de outras doenças evitáveis por vacinação, como o sarampo, bem como casos de diarreia, infecções respiratórias agudas, hepatite A e doenças de pele entre crianças”, afirmou a OMS.
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