Indianara Gonçalves de Azevedo, jovem de Joinville, convive diariamente com dores intensas e debilitantes causadas pela neuralgia do trigêmeo. Esta condição rara, muitas vezes descrita como a pior dor do mundo, resulta da disfunção do 5º nervo craniano, responsável pela sensibilidade de diversas partes da face.
A condição ganhou notoriedade recentemente após o caso de Carolina Arruda, uma brasileira que buscou a eutanásia em outro país, incapaz de suportar a dor insuportável da doença. A história de Indianara é igualmente angustiante e dolorosa.
“A dor é dividida em duas partes. A primeira é o que sinto diariamente, a cada segundo. É como se minha perna estivesse constantemente formigando, mas no rosto”, compartilhou Indianara em entrevista à Tribuna do Povo.
As crises de dor, descritas como choques elétricos ou facadas que atravessam a cabeça, podem ser desencadeadas por atividades simples, como escovar os dentes, lavar o cabelo ou até rir.
“Às vezes vejo algo engraçado nas redes sociais e de repente é um choque. Até um momento divertido perde a diversão. E quando vou para o hospital, como explico para o médico? ‘Doutor, eu estava rindo e de repente tive uma crise. Preciso de medicação’”, disse Indianara, emocionada.
O que é neuralgia do trigêmeo?
A neurologista Laura Parolin explica que a neuralgia do trigêmeo afeta o nervo responsável pela sensibilidade facial. “Esse nervo é dividido em três ramos: frontal, maxilar e mandibular, que inervam diferentes áreas da face. A condição é rara e muitos pacientes enfrentam atraso no diagnóstico, pois muitas vezes os sintomas são confundidos com dor de dente”, explicou o especialista.

Apesar do sofrimento diário, Indianara luta para manter sua identidade e continuar com suas atividades favoritas. “Queria que as pessoas entendessem que nós, com dor crônica, ainda somos nós. Ainda tem Indianara que gosta de passear, que quer ir a um restaurante, comer algo diferente. Mas às vezes não consigo, tanto por causa da dor quanto por dificuldades financeiras”, disse ela.
Procure por tratamento
Os custos do tratamento são elevados e a família de Indianara enfrenta desafios para cobrir os custos das consultas e medicamentos. Em apoio à jovem, a comunidade de Joinville organiza uma feijoada solidária no dia 18 de agosto, no salão de festas da Paróquia Santa Luzia. Todos os lucros arrecadados irão para o tratamento de Indianara. Quem quiser colaborar pode adquirir ingressos ou fazer doações pelo telefone (47) 98842-5150.
Confira a entrevista completa de Indianara, que luta contra a ‘pior dor do mundo’:
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