O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu às críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) à decisão da Corte que descriminalizou o porte de maconha. O juiz argumentou que o tribunal é instado a decidir sobre questões polêmicas por causa da “conflagração” social.
Na última quarta-feira, 26, o presidente Lula disse que “o STF não precisa se envolver em tudo”. Ainda segundo o petista, a decisão da Justiça no caso da descriminalização da maconha cria “rivalidade” com o Congresso.
“Ela precisa assumir o que há de mais sério em tudo que diz respeito à Constituição e se tornar dona da situação, mas não pode pegar nada e discutir, porque aí começa a criar uma rivalidade que não é boa”, disse Lula.
Dino argumentou nesta sexta-feira, 28, em palestra no Fórum de Lisboa, evento promovido pelo ministro Gilmar Mendes, também do STF, que questões conflitantes da sociedade brasileira têm recorrido ao Judiciário, o que obriga os magistrados a agir.
“Quando situações conflitantes passam por aquela praça (dos Três Poderes) e não encontram outra porta, acham o prédio do STF mais bonito, a rampa é menor, e lá eles entram. os problemas estão no mar ou no Lago Paranoá e não podemos prevaricar”, disse Dino.
“É por isso que o Supremo Tribunal Federal ‘se envolve em muita coisa’. Estamos envolvidos em muita coisa justamente diante dessa conflagração que marca a sociedade brasileira”, acrescentou o ministro.
A posição do ministro vai ao encontro da dos demais membros da Corte. Dias Toffoli afirmou na última quinta-feira, 27, que “se tudo acabar no Judiciário, é uma falha dos demais órgãos decisórios”.
Na quinta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, evitou discutir com Lula devido às críticas que o presidente da República fez à decisão do Tribunal sobre a descriminalização da maconha para porte pessoal. “Não tenho conhecimento do que o presidente diz e muito menos não sou fiscal da Câmara. O que posso afirmar é que o STF julga as ações que chegam ao plenário, incluindo habeas corpus e recursos extraordinários para pessoas que são presas com pequenas quantidades de drogas”, rebateu Barroso.
Durante o julgamento do caso de porte de maconha, o ministro Luiz Fux destacou o risco de o Tribunal avançar em questões que fogem à sua competência. Fux disse que “o Brasil não tem governo de juízes”.
“As críticas em vozes mais ou menos claras e intensas de que o poder Judiciário estaria lidando com atribuições específicas aos canais de expressão legítima da vontade popular, reservadas apenas aos poderes integrados por representantes eleitos. não ter governo de juízes”, disse Fux.
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