O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, no plenário virtual que começa às 11h desta sexta-feira, 20, o julgamento dos recursos contra a decisão que anulou a chamada “revisão vitalícia” das pensões. Até o momento, são cinco votos para rejeitar os pedidos – faltando, portanto, um voto para formar maioria.
Para o ministro relator, Kássio Nunes Marques, não há necessidade de modular os efeitos para preservar o direito de revisão previdenciária para quem já tinha ações ajuizadas antes do julgamento. Ele estava acompanhado dos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Em agosto, o ministro Alexandre de Moraes solicitou destaque, que reinicia a análise no plenário físico, mas posteriormente cancelou o pedido.
A tese que sustentava a “revisão de vida” era a de que o segurado tinha o direito de optar pela regra que lhe fosse mais vantajosa: ou a regra de transição, que leva em conta os salários a partir de 1994, ou a regra geral, que leva em conta conta toda a vida contributiva. O julgamento é relevante para a União, que estimou impacto de até R$ 480 bilhões para as contas públicas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024.
Em março deste ano, o Supremo Tribunal anulou a decisão que tinha autorizado a “revisão de toda a vida”, em dezembro de 2022, e decidiu que apenas poderiam ser contabilizados os salários a partir de 1994. A anulação foi feita de forma indireta, desde o julgamento da regra de transição até o cálculo dos benefícios. O Tribunal decidiu que esta regra de transição é constitucional e, portanto, o segurado não pode optar pela regra que lhe for mais favorável. A mudança na composição do Tribunal, com dois novos ministros (Flávio Dino e Cristiano Zanin), contribuiu para a mudança de posicionamento do Tribunal.
Os recursos foram apresentados pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNTM) e pelo Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev). O Ieprev argumentou que o STF se omitiu ao não comentar os efeitos da decisão de março deste ano na decisão tomada em 2022. O instituto pede ainda que seja preservado o direito de revisão previdenciária para quem já teve ações movidas pelo Ministério Público. data de publicação da decisão do julgamento, em 21 de março.
A entidade também contestou o impacto bilionário reivindicado pela União para a revisão dos benefícios. Segundo estudos realizados pelos economistas Thomas Conti, Luciana Yeung e Luciano Timm para o Ieprev, o impacto financeiro mais provável seria de R$ 1,5 bilhão ou, no pior cenário, de R$ 3,1 bilhões. A integridade do sistema previdenciário foi um dos pontos destacados nos votos dos ministros que votaram pela anulação da tese, como Luís Roberto Barroso e Cristiano Zanin.
Em junho, a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou contra os recursos. O órgão argumentou que a decisão favorável aos aposentados, proferida em dezembro de 2022, “ainda não transitou em julgado, portanto não há ameaça à segurança jurídica”. A AGU citou ainda um estudo mais recente, segundo o qual o custo financeiro da “revisão de vida” seria de R$ 70 bilhões.
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