ND Mais mostra detalhes da campanha eleitoral nos cinco municípios catarinenses onde há apenas um candidato a prefeito
Debates acirrados, disputa pelo melhor espaço nas ruas para segurar uma bandeira, material de campanha produzido dia e noite. Os elementos comuns a toda campanha eleitoral se repetem em quase todas as cidades, mas são um pouco diferentes nos municípios catarinenses com um único candidato na disputa pelo cargo de prefeito.
O NDMais conversou com os cinco candidatos para entender como essas campanhas diferem de uma eleição convencional. Apesar de reconhecerem que vivem uma situação atípica, garantem que procuram encarar a eleição como uma disputa normal.
“A campanha é um pouco diferente das duas que tivemos, com concorrência, mas a essência é a mesma. Estamos focados em ouvir a população. Visitamos as pessoas, casa por casa, empresas, conversando, ouvindo, colhendo ideias para continuar nos próximos quatro anos”, diz Roberto Foresti (PL), único candidato a prefeito de Iraceminhano oeste de Santa Catarina, em coligação com o MDB.
Para o candidato, atual vice-prefeito da cidade, o desafio é eleger o maior número possível de vereadores entre os partidos que o apoiam.
“Temos nove assentos. Se conseguirmos eleger os nove, melhor. Todos os vereadores estão trabalhando muito, dentro da lei, para evitar qualquer problema”, afirma Foresti.
Tratamento igual resultou em um único pedido

O prefeito de PeritibaPaulo Deitos (PL) – que disputa a reeleição em chapa formada também pelo MDB e pelo PSDB/Federação da Cidadania – credita a candidatura única ao tratamento igualitário que a prefeitura, segundo ele, sempre teve com a oposição e a situação .
“Fizemos um trabalho sem olhar em nenhum momento a questão política, atendendo todos os moradores da mesma forma, tendo uma boa equipe que se esforça, na saúde, na educação, nos serviços municipais”, afirma o prefeito e candidato.
A harmonia entre os dois lados, segundo ele, se reflete na relação com a oposição na Câmara Municipal, localizada no Centro-Oeste catarinense.
“Nunca tivemos problema. Éramos minoria, mas não tivemos problemas em aprovar bons projetos para o município”, comemora.
“Vamos sozinhos, mas com o apoio de muita gente que ajuda, porque ninguém vai a lado nenhum sozinho. Então todas as partes ajudam na arrecadação”, explica Deitos.
Segundo ele, apesar da aparente tranquilidade da candidatura única, a situação não autoriza ninguém a descuidar da opinião popular.
“Estamos fazendo uma campanha normal, pedindo apoio a todos. Não é por uma candidatura única que não dependemos do apoio da população”, alerta.
Em Meleiro, oposição não tem nem candidato a vereador

A candidatura única a prefeito em Meleirono Sul do estado, tem uma característica um pouco diferente de outras cidades na mesma situação. A oposição no município também decidiu ficar de fora da disputa pelas nove cadeiras na Câmara Municipal.
A disputa ficou reservada para as quatro siglas que apoiam a candidatura do vereador Anderson Scardueli – PL, partido do candidato, PP (sigla do vice), MDB e PSD.
“Cada um poderia lançar até dez candidatos, mas lançaram seis”, diz Scardueli, que já foi o vereador mais votado em 2020 e hoje conta com o apoio do atual prefeito, Eder Mattos (PL).
Scardueli garante que a situação da candidatura única aumenta a responsabilidade e o comprometimento e explica que a construção da chapa é fruto de muita conversa entre os quatro partidos da coligação. Segundo ele, até a oposição, formada por PSDB e PDT, foi chamada para compor o que chama de “chapão único”, indicando o nome do vice-presidente.
“Convidamos as pessoas a criarem um chapão único e pensando na cidade. Quanto mais deputados, mais recursos, e o município cresce. Queríamos reunir todo mundo para conhecer a cidade primeiro”, explica.
Porém, a articulação – que repetiria o que aconteceu em 2000, quando a cidade também tinha apenas um candidato a prefeito – não evoluiu.
Scardueli garante que está “vivendo um período eleitoral normal”, tomando muito cuidado para que nada dê errado.
“Vamos de casa em casa, entregando um plano de governo, olhando nos olhos e também ouvindo. Por ser um município pequeno, quero ouvir dos eleitores o que eles acham da atual gestão, o que esperam da próxima e também eventuais reclamações, para ter noção de como anda a saúde e a educação”, finaliza.
Ouro volta a ter candidatura única após 48 anos

A última vez que eu Ourono Centro-Oeste, havia apenas um candidato a prefeito há 48 anos. Mas, em 2024, o prefeito busca a reeleição sem enfrentar concorrentes. Claudir Duarte (PL), o Dire, conta com o apoio do PP, partido do vice-candidato, e da Federação PSD/Cidadania.
“Torna-se uma campanha mais informativa, para dar conta do mandato passado e planejar o próximo. Estamos muito felizes, acho que a população entendeu a nossa proposta, a nossa forma de gerir, de fazer política pública”, afirma o prefeito.
Para ele, a candidatura única é uma resposta aos anseios da cidade. “A população queria que a coalizão continuasse e ela se concretizou”, avalia.
Dire Duarte incentiva o voto porque, na sua opinião, isso trará “novas energias para o próximo mandato”. Além disso, tenta atrair votos para os 26 candidatos a vereador dos partidos que o apoiam. Os partidos que não estão na coligação totalizam 13 candidatos à Câmara Municipal.
“Sabemos que é uma eleição em curso, mas é importante. Estamos fazendo campanha de casa em casa, pedindo votos para impulsionar nossos vereadores.”
Mesmo que não tenha adversários com quem se preocupar, o candidato único mantém o cuidado de não correr riscos.
“Mesmo sem adversário, é preciso ter muito cuidado para não cometer nenhuma irregularidade. A Justiça Eleitoral tem regras a serem seguidas e precisamos manter isso, respeitar a Justiça e fazer as coisas de forma legal”, afirma.
Segundo Dire Duarte, como não há disputa maioritária, o custo da campanha não é o mesmo.
“Tem uma estrutura jurídica e contábil por causa da prestação de contas. O custo fica um pouco menor, mas a estrutura é a mesma. Fazer campanha exige esse aparato e envolve gastos”, explica o candidato.
Planalto Alegre elegerá filho do primeiro prefeito

Eleições com um único candidato a prefeito não são novidade no Planalto Alegreno oeste de Santa Catarina. Depois de uma disputa muito acirrada em 2012, os ânimos foram acalmados, o que resultou na vitória de Juares Bet sem concorrentes em 2016. Quatro anos depois, o então vice-prefeito, Sadi Felippi, venceu o prefeito, que buscava a reeleição. Em 2024, estará na disputa o ex-vereador Evandro Bet (PSD).
Depois de receber o maior número de votos em 2012 e 2016 para a Câmara Municipal, Evandro Bet apoiou Sadi em 2020. Por discordar da decisão do então prefeito de concorrer à reeleição, Evandro ficou de fora da disputa.
Agora, perto de completar 50 anos e com a experiência de dois anos como Presidente da Câmara (2013-14) e tendo participado ativamente nas negociações que levaram à candidatura única de 2016, Evandro Bet prepara-se para assumir o Executivo municipal, repetindo o que fez de seu pai, Romeu Bet, o primeiro prefeito do Planalto Alegre (1993-1996).
“Nesta eleição, os atuais partidos indicaram o meu nome para o pleito. Depois de diversas negociações, decidimos abrir a vice-presidência à oposição, montando mais uma vez uma configuração para que a candidatura única pudesse acontecer”, afirma o candidato.
O cargo de vice-prefeito ficou com Rodrigo Seidel (União Brasil), numa coligação que ainda reúne PP, MDB, PT, PC do B e PV.
Evandro Bet vê diversas vantagens na aplicação única. “A eleição é muito pacífica, sem divisões na sociedade, sem brigas, com clima harmonioso. Desdobra-se naturalmente”, garante.
Segundo o candidato, esse tipo de eleição custa bem menos que outras.
“Em relação à eleição, é muito mais econômico, pois a estrutura montada é enxuta e exige colaboração dos envolvidos. O maior custo é burocrático, com contador, jurídico e publicitário”, explica.
“A campanha é desenvolvida a partir de propostas, sem promessas de empregos e outros vícios que existem em disputa, principalmente nesses pequenos municípios”, acrescenta o futuro prefeito do Planalto Alegre.
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