Por Ricardo Brito
BRASÍLIA (Reuters) – O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, defendeu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento sumário, sem qualquer análise de mérito, da ação movida pelo Partido Novo que questiona a decisão do ministro Alexandre de Moraes – posteriormente confirmado pela Primeira Turma do tribunal – a suspender as atividades de X no Brasil.
Em nota enviada nesta quarta-feira, o procurador-geral argumentou que a ação deve ser arquivada por questões processuais: a alegação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) não é o instrumento adequado para questionar a decisão.
Além disso, destacou Gonet ao citar entendimentos anteriores do STF, as decisões já tomadas são soberanas.
“Não é, portanto, porque uma decisão de ordem jurisdicional não partiu do Plenário, mas foi proferida por uma Turma ou apenas por um Ministro, que não há mais deliberação do Supremo Tribunal Federal em si”, afirmou. disse.
“Acontece, por fim, que a alegação de descumprimento de preceito fundamental contra decisão judicial do Supremo Tribunal Federal não é nem em tese admissível. Sendo esta a conclusão, as alegações constantes dos títulos merecem o mesmo desfecho de falta de conhecimento, cabendo a extinção de atos sem exame de mérito, com prejuízo do pedido de liminar”, reforçou, em outro ponto do parecer.
O ministro Nunes Marques, relator da ação do Novo, havia solicitado na semana passada manifestações da PGR e da Advocacia-Geral da União para decidir sobre o caso. Ele mencionou, em despacho da época, que o caso é “sensível”, tem repercussão pública e social e que caberia ao plenário do tribunal dar a decisão final sobre o caso.
Porém, no sábado, em entrevista aos jornalistas após a cerimónia do Dia da Independência, o presidente do Supremo Tribunal, Luís Roberto Barroso, indicou que o caso não deveria ir ao plenário do tribunal.
“A suspensão de X já foi decidida pela Primeira Turma. A competência da Primeira Turma é a competência regulatória”, disse Barroso.
Nesta quarta-feira, Gonet também defendeu o indeferimento de outra ação, movida pela Ordem dos Advogados do Brasil, que contestava a possível aplicação de multa para quem utiliza VPN e acessórios similares para acessar o X.
O funcionamento da rede social, o antigo Twitter, está suspenso em todo o Brasil até que as decisões judiciais do Supremo sejam cumpridas e as multas aplicadas sejam pagas. O pedido também terá validade até a nomeação de um representante da empresa no país.
O dono da X, o bilionário sul-africano Elon Musk, atacou duramente o ministro Alexandre de Moraes, defendendo seu impeachment.
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