Três candidatos a prefeito de João Pessoa, Ruy Carneiro, Marcelo Queiroga e Luciano Cartaxo, protocolaram no Tribunal Regional Eleitoral um pedido de tropas da Força de Segurança Nacional para auxiliar nas eleições na capital paraibana.
Os três candidatos da oposição (respetivamente dos partidos PSC, PL e PT) argumentaram que a atuação das facções criminosas impediu candidatos e eleitores de participarem na campanha eleitoral.
O prefeito Cícero Lucena (PP), candidato à reeleição, disse que aceitará a decisão do TRE, mas lamenta que “seus adversários atuem para manchar a sua imagem e a imagem da cidade de João Pessoa”.
Em entrevista, os candidatos destacaram que eram “adversários, mas não inimigos” e chamaram a união entre os três de “o momento democrático mais importante dos últimos tempos em João Pessoa”. O pedido tem como base a operação Território Livre lançada nesta terça-feira, 10, que apura crimes de recrutamento eleitoral.
A Operação Mandare, também realizada pela PF em maio deste ano, investigou a presença de integrantes do crime organizado atuando dentro da prefeitura.
Por fim, citamos o episódio em que Ruy Carneiro cancelou uma atividade de sua agenda de campanha ao sofrer ameaças de facções criminosas. Os três candidatos disseram nunca ter visto um cenário como esse e dizem temer que “João Pessoa se torne como o Rio de Janeiro”.
Presença do crime organizado nas eleições de João Pessoa
No dia 15 de agosto, Ruy Carneiro foi impedido de fazer agenda de campanha. Na ocasião, o traficante Sapoti ameaçou os participantes, o candidato e até mesmo a pessoa que cedeu o espaço para o evento.
Após o incidente, Carneiro recebeu escolta armada da Câmara dos Deputados, onde atua como deputado federal pelo estado. O candidato a vereador Marcos Henriques (PT) também denunciou que, na mesma região, candidatos à Câmara Municipal estavam sendo impedidos de fazer campanha.
O traficante Sapoti foi preso em 2022, na época em que trabalhava como funcionário da prefeitura. Este envolvimento criminoso com a administração pública continuou a ser investigado. Em maio de 2024, a Polícia Federal deflagrou a operação Mandare, que investigou a presença do crime organizado na administração municipal de João Pessoa.
Na época, a suspeita era de que integrantes do tráfico de drogas tivessem influência nas secretarias de Direitos Humanos e de Cidadania e Saúde. Este último, na época, era comandado por Janine Lucena, filha do prefeito Cícero Lucena, que busca a reeleição.
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