O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que as negociações para a reparação do desastre de Mariana (MG) estão próximas de serem concluídas. Ele disse que o acordo de renegociação deve chegar R$ 167 bilhões no total, R$ 100 bilhões em dinheiro novo que será repassado diretamente aos governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Em entrevista com Poder360Silveira afirmou que esses valores “estão no caminho certo” e são resultados da contundência e da exigência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que as mineradoras Vale (BVMF:), BHP e Samarco aumentem a oferta. A proposta anterior das empresas era de um acordo no valor de R$ 140 bilhões, com R$ 82 bilhões em transferências diretas.
Segundo o ministro, o acordo de Mariana deveria ser fechado assim:
- R$ 100 bilhões – transferências diretas para a União, Estados e municípios (o valor que cada um receberá ainda será definido pelos governos);
- R$ 30 bilhões – obrigações a serem realizadas, ou seja, obras que ainda serão executadas diretamente pelas empresas (como retirada de resíduos do Rio Doce);
- R$ 37 bilhões – valor já desembolsado pelas empresas desde o desastre, que inclui indenizações às vítimas e impactados e reconstrução de 2 bairros de Mariana.
“Eu tenho convicção de que estamos muito próximos de fechar o acordo de Mariana. Quero acreditar que não há chance de passar este ano, a menos que aconteça algo independente do governo federal. Por parte do governo, o progresso foi muito rápido. Faremos o maior acordo da história do planeta em benefício da reparação dos danos ambientais”afirmou o ministro.
Alexandre Silveira afirmou que Lula exigiu uma solução para a governança e gestão da aplicação dos recursos, que serão pagos ao longo de mais de uma década pelas empresas. Ele disse que será administrado pelo Estado, não pelo governo.
“O presidente exigiu que houvesse um modelo de gestão dos recursos do Estado e não do governo. Ele usou essas palavras comigo e com o ministro [Jorge] messias [AGU]. Ele quer a tranquilidade de que esses recursos irão efetivamente para a reparação dos danos e que nenhum governante que tenha sucesso, e espero que isso só seja a partir de 2030, possa reverter a lógica da aplicação dos recursos”..
Sérgio Lima/Poder360 – 10.set.2024 “Faremos o maior acordo da história do planeta para beneficiar a reparação de danos ambientais”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira As negociações do acordo de Mariana vêm caminhando há mais de 2 anos e meio. Foram interrompidos em 2022 com o fim do governo Jair Bolsonaro (PL) e retomados em março de 2023 com o governo Lula. As negociações incluem obras de reparação a serem realizadas por empresas e governos.
A renegociação que está em discussão já estava prevista no TTAC (Termo de Transação e Ajustamento de Conduta) assinado pelas empresas com os governos em 2016, no qual se comprometeram a reparar todos os danos causados. Isto porque na altura não houve cálculo do impacto total e do seu custo, que deverá ser avaliado posteriormente.
Leia a cronologia recente das negociações:
- 8.nov.2023 – os governos envolvidos propuseram um acordo total de R$ 126 bilhões;
- 1º de dezembro de 2023 – as empresas propuseram um acordo no valor aproximado de R$ 100 bilhões, sendo R$ 42 bilhões em dinheiro novo para os governos, cerca de R$ 21 bilhões em obrigações a serem cumpridas e R$ 37 bilhões em intervenções já realizadas;
- 5.dez.2023 – as negociações foram suspensas pelos tribunais devido a divergências entre valores;
- 19 de abril de 2024 – as empresas propuseram um acordo no valor de R$ 127 bilhões, sendo R$ 72 bilhões em dinheiro novo para os governos, R$ 18 bilhões em obrigações a serem cumpridas e R$ 37 bilhões em intervenções já realizadas;
- 3 de maio de 2024 – governos federal e capixaba rejeitam proposta por discordarem das obrigações a serem cumpridas;
- 17 de maio de 2024 – as empresas propuseram um acordo no valor de R$ 127 bilhões, com R$ 72 bilhões em dinheiro novo para os governos e R$ 18 bilhões em obrigações a serem cumpridas (mas mudaram a lista de obrigações), além de R$ 37 bilhões em intervenções já realizadas;
- 6.jun.2024 – governo federal rejeita oferta anterior e propõe novo acordo que inclui R$ 109 bilhões em dinheiro novo para os governos, além das obrigações a serem assumidas e dos R$ 37 bilhões em intervenções já realizadas;
- 11.jun.2024 – as empresas propõem um acordo no valor de R$ 140 bilhões, com R$ 82 bilhões em dinheiro novo para os governos e R$ 21 bilhões em obrigações, além de R$ 37 bilhões em intervenções já realizadas.
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