O Ministério Público Eleitoral da Bahia solicitou o indeferimento da candidatura a vereador do médico Antônio Teobaldo Magalhães Andrade, condenado por estupros em Joinville, no Norte de Santa Catarina, e na Bahia. O pedido surgiu após a repercussão da matéria publicada pelo Portal ND Mais esta semana.
Apesar de concorrer a uma vaga na Câmara Municipal de Itabuna (BA), a candidatura do médico já havia sido rejeitada por ele não ter comprovado o domicílio eleitoral na cidade e a filiação concedida pelo partido pelo prazo de seis meses. No entanto, enquanto aguarda a análise do recurso, ele pode continuar a campanha eleitoral.
A novidade é que, nesta quinta-feira (5), o Ministério Público Eleitoral da Bahia apresentou apelo para que a candidatura fosse rejeitada, agora com base nas condenações por estupro como “circunstância que impede a capacidade eleitoral passiva”.
De acordo com Lei da Ficha Limpaentre outros fatores que causam inelegibilidade está a condenação por crimes contra a dignidade sexual após decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado. Agora, a defesa do médico tem três dias para se posicionar antes da decisão da Justiça Eleitoral sobre a candidatura.
Condenações por estupro em Santa Catarina e na Bahia
Antônio Teobaldo foi condenado por estupro em Joinville, em primeira e segunda instâncias, mas tem liberdade para recorrer e aguarda recurso apresentado à Justiça STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Além disso, em agosto ele também foi condenado em primeira instância em Uruçuca, na Bahia, pelo estupro de uma menina de 13 anos, ocorrido em 2010. Em ambos os casos, os crimes ocorreram dentro dos centros de saúde onde o médico trabalhava.
Apesar de Antônio Teobaldo ter registro ativo nos Conselhos Regionais de Medicina da Bahia e de Santa Catarina, em 2022, o STJ determinou a suspensão de seu registro médico, além da proibição de exercer a Medicina.
O que diz a defesa do médico?
Contactado pelo Portal ND Mais, Marcos Antônio Santos Bandeira, um dos advogados de Antônio Teobaldo, disse que a defesa vai recorrer da decisão que o condenou por estupro na Bahia, considerada injusta:
“É absolutamente injusto, há muitas inconsistências no processo. O primeiro ponto é que Teobaldo nunca foi fumante e a vítima disse que estava na porta do posto fumando um cigarro. A vítima não sabe se foi 2009, 2010 ou 2011 e surge a questão das falsas memórias. Em 2010, Teobaldo lançou um livro contra o tabagismo, sendo um combatente inflexível contra o cigarro. São muitas incoerências, só existe a palavra da vítima e da mãe e de mais ninguém. Não duvido que a vítima tenha sofrido violência sexual, mas Teobaldo não é o autor deste crime”, afirmou.
O Portal ND Mais também entrou em contato com o Partido da Mulher Brasileira, partido ao qual Antônio Teobaldo concorre, por e-mail e telefones disponíveis na internet, mas não obteve resposta.
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