O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que trava batalha com o bilionário Elon Musk, do X, disse que “liberdade de expressão não deve ser confundida com impunidade para agressões” ao abrir o julgamento de 39 recursos apresentados por plataformas digitais na Primeira Turma do STF. Os magistrados Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino têm até o dia 6 de setembro para apresentar seus votos.
Os recursos são das empresas X, Rumble e Discord. Até o momento, só há voto do relator Moraes. Na petição 10.685, por exemplo, a rede social de Musk afirma que o bloqueio de contas de usuários X poderia violar disposições constitucionais e aplicar censura prévia. Isso porque, no entendimento dos advogados da empresa, os bloqueios poderiam ocorrer contra postagens específicas e não contra todos os perfis.
“O bloqueio total de 34 usuários do Twitter poderia violar dispositivos constitucionais e a legislação infraconstitucional relativa à matéria, considerando a possibilidade de caracterização de censura ao conteúdo jurídico existente nos milhares de tweets postados pelo usuário, e também de censura prévia de futuros conteúdo jurídico, não necessariamente vinculado ao objeto da investigação em curso”, sustentou a defesa da empresa.
Em seu voto, Moraes citou o artigo 18 do Código de Processo Civil (CPC), que afirma que “ninguém pode reivindicar direitos alheios em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico”.
“Alinhado a esse entendimento, não cabe ao provedor da rede social reivindicar direitos alheios em seu próprio nome, ainda que seja o destinatário do pedido de bloqueio determinado por meio de decisão judicial para fins de investigação criminal. , por não ser parte no procedimento investigativo”, afirmou o ministro.
Na votação, o ministro menciona que “a liberdade de expressão está constitucionalmente consagrada e norteada pelo binômio liberdade e responsabilidade, ou seja, o exercício desse direito não pode ser utilizado como verdadeiro escudo protetor para a prática de atividades ilícitas. não deve ser confundida com expressão com impunidade à agressão”, afirmou em outro momento da votação.
O julgamento do recurso acontece em um momento delicado entre Moraes e o bilionário Musk. O ministro havia dado à empresa X um prazo de 24 horas para indicar um representante legal no Brasil, o que não aconteceu. Na noite desta quinta-feira, 29, a empresa anunciou que não cumpriu a determinação de Alexandre de Moraes. A expectativa agora é que a rede social X seja suspensa no Brasil, ou seja, seja colocada offline.
A decisão de X foi avançada por Coluna do Estadão. Após a ordem de Moraes, tanto a empresa quanto seu proprietário, o bilionário Elon Musk, não deram perspectivas de nomearem um representante legal para o país.
O grupo liderado por Musk afirmou, por meio de nota publicada na plataforma, que publicará as decisões confidenciais de Moraes nos próximos dias. “Nos próximos dias, publicaremos todas as exigências ilegais do ministro e todos os documentos judiciais relacionados para fins de transparência. Ao contrário de outras redes sociais e plataformas tecnológicas, não executaremos ordens ilegais em segredo”, explica a plataforma de relações internacionais.
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