Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) assinou acordo de combate à desinformação com seis plataformas de redes sociais – YouTube, Google, Meta, TikTok, Microsoft e Kwai – mas X ficou de fora do acordo. A assinatura da parceria foi comemorada pelo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, e representantes das empresas.
Na época, o STF informou que a empresa foi procurada, mas que as negociações ainda estavam em andamento. Desde então, porém, a empresa não aderiu ao Programa de Combate à Desinformação do Tribunal. A OX está no centro de um imbróglio envolvendo o dono da plataforma, Elon Musk, e o ministro Alexandre de Moraes.
Em abril, o bilionário acusou Moraes de censurar o debate público no país. Nesta quinta-feira, a empresa informou que não cumpriria a ordem do ministro de nomeação de representante legal no Brasil.
Na cerimónia que marcou a assinatura do acordo, Barroso destacou que é “impossível” combater as “fake news” sem a colaboração das plataformas e classificou o ato como o “início de uma parceria no combate a esta pandemia”, o que é desinformação.
Segundo o STF, a parceria visa promover ações educativas e de conscientização para combater os efeitos negativos causados pela desinformação que viola princípios, direitos e garantias constitucionais. As instituições parceiras podem optar por participar na realização de atividades desta natureza.
Nesta quinta-feira, depois de expirado o prazo dado por Moraes, a rede social publicou uma nota dizendo esperar que seus serviços sejam suspensos no país. Em nota publicada na própria plataforma, o perfil da empresa chama as decisões de Moraes de “ilegais” e de “censura”.
“Em breve, esperamos que o ministro Alexandre de Moraes ordene o bloqueio de , diz o texto.
Moraes x Almíscar
No dia 18 de agosto, a rede social anunciou que encerraria as operações no Brasil. Segundo o comunicado, o posicionamento foi tomado após decisão de Moraes, com quem Musk vem tendo uma série de embates.
No início do mês, X já havia divulgado uma carta, enviada por Moraes, que determinava o bloqueio de perfis investigados por suposta divulgação de conteúdo antidemocrático. Entre os alvos da decisão estavam o senador Marcos do Val (PL-ES) e a esposa do ex-deputado Daniel Silveira (PL-RJ), Paola Daniel. No comunicado em questão, a empresa classificou as decisões como “censura”.
Em novo despacho, Moraes informou que a empresa “descumpriu ordem judicial” de bloqueio dos perfis, e apontou indícios de que o representante X, “agindo de má-fé, está tentando evitar intimação regular” de funcionário judicial para cumprimento da decisão.
Ao anunciar o encerramento de suas operações no Brasil, X citou essa nova decisão de Moraes e afirmou que a “equipe brasileira” da plataforma não teria “nenhuma responsabilidade ou controle sobre o bloqueio de conteúdo”.
No comunicado, a empresa afirmou que “para proteger a segurança de nossa equipe, tomamos a decisão de encerrar nossas operações no Brasil, com efeito imediato”, e alegou que as decisões do ministro seriam “incompatíveis com um governo democrático”.
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