O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu destaque no julgamento dos recursos contra a decisão que anulou a chamada “revisão vitalícia” das pensões. Com isso, o debate será transferido para o plenário físico, ainda sem data definida. A análise começou na última sexta-feira, 23, no plenário virtual.
Até o momento, o placar estava em 4 a 0 para negar os recursos. Para o relator, Kássio Nunes Marques, não há necessidade de modular os efeitos para preservar o direito de revisão previdenciária para quem já tinha ações ajuizadas antes do julgamento.
A tese que sustentava a “revisão de toda a vida” era a de que o segurado tinha o direito de optar pela regra que lhe fosse mais vantajosa: ou a regra de transição, que contabilizava os salários a partir de 1994, ou a regra geral, que contabilizava toda a vida contributiva. O julgamento é relevante para a União, que estimou impacto de até R$ 480 bilhões para as contas públicas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024.
Em março deste ano, o Supremo anulou a decisão que havia autorizado a “revisão vitalícia” em dezembro de 2022. A anulação foi feita de forma indireta, por meio do julgamento da regra de transição para cálculo dos benefícios. O Tribunal decidiu que a regra de transição para cálculo do benefício é constitucional e, portanto, o segurado não pode optar pela regra que lhe for mais favorável. A mudança na composição do Tribunal, com dois novos ministros (Flávio Dino e Cristiano Zanin), contribuiu para a mudança.
Os recursos foram apresentados pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNTM) e pelo Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev). O Ieprev argumentou que o STF se omitiu ao não comentar os efeitos da decisão de março deste ano na decisão tomada em 2022. O instituto pede ainda que seja preservado o direito de revisão previdenciária para quem já teve ações movidas pelo Ministério Público. data de publicação da decisão do julgamento, em 21 de março.
A entidade também contestou o impacto bilionário reivindicado pela União para a revisão dos benefícios. Segundo estudos realizados pelos economistas Thomas Conti, Luciana Yeung e Luciano Timm para o Ieprev, o impacto financeiro mais provável seria de R$ 1,5 bilhão ou, na pior das hipóteses, de R$ 3,1 bilhões. A integridade do sistema previdenciário foi um dos pontos destacados nos votos dos ministros que votaram pela anulação da tese, como Luís Roberto Barroso e Cristiano Zanin.
Em junho, a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou contra os recursos. O órgão argumentou que a decisão favorável aos aposentados, proferida em dezembro de 2022, “ainda não transitou em julgado, portanto não há ameaça à segurança jurídica”. A AGU citou ainda um estudo mais recente, segundo o qual o custo financeiro da “revisão de vida” seria de R$ 70 bilhões.
Moraes já havia pedido destaque no julgamento de recursos na ação original sobre a “revisão de toda a vida”. O caso foi discutido pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, mas posteriormente foi excluído do calendário. Cabe a ele definir uma nova data.
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