A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou neste domingo (25.ago.2024) que há forte suspeita de ação intencional nos incêndios registrados em São Paulo. Ela negou que tenha havido falha do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na prevenção dos incêndios.
“Ao contrário do desmatamento, você não tem um agente dentro da sua fazenda ou casa para saber se ele vai colocar fogo. Portanto, não se pode dizer que foi um fracasso porque as campanhas de conscientização, todos os processos estão sendo feitos, portanto, as investigações para saber se houve ação intencional no caso de São Paulo. Noutros casos, têm fortes suspeitas de acção intencional. Em São Paulo também, por isso está sendo investigado”, declarou Marina.
O ministro afirmou que a PF (Polícia Federal) abriu 31 inquéritos investigar incêndios na Amazônia, no Pantanal (29 investigações) e no Estado de São Paulo (2 investigações).
“Há uma situação atípica. Você passa a ter, em uma semana, praticamente em 2 dias, vários municípios queimando ao mesmo tempo. Isso não faz parte da nossa curva de experiência”, disse Marina.
O ministro e Lula visitaram a sede do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), em Brasília. O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) veio em seguida.
O presidente foi questionado se os incêndios foram criminosos. Ele acenou para os jornalistas, mas não respondeu. Padilha declarou que “se há fumaça”, “há fogo coordenado”.
AÇÃO CRIMINAL
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que houve uma ação penal que “será punida com todo o rigor que a lei oferece”. Ele destacou que a fumaça que cobre Brasília prejudica os pulmões de crianças e idosos.
Segundo ele, há um movimento “atípico”, mas as conclusões finais só poderão ser divulgadas após o término da investigação.
TRABALHANDO JUNTOS
Marina Silva disse que o presidente orientou que haja um trabalho conjunto com governadores, prefeitos e “quem tem suas brigadas nas fazendas”. Ela afirmou ainda: “Neste momento é uma verdadeira guerra contra o fogo e o crime”.
O ministro avalia que existe uma situação “atípica” e que não é natural “em hipótese alguma” que incêndios ocorram com tanta frequência em diferentes concelhos. “Precisamos parar de provocar incêndios”, declarou ela.
O chefe do Meio Ambiente afirmou ainda que o governo criou a sala de situação há mais de 2 meses para monitorar secas e incêndios em todo o Brasil.
“O presidente veio de São Paulo e disse que gostaria de realizar essa reunião de forma extraordinária, já manifestou interesse em participar da reunião ordinária que acontece semanalmente na Casa Civil e nesta reunião vamos convocar todos os governadores dos estados afetados”, declarou.
Sobre a fumaça do incêndio em Brasília, Marina afirmou que há 2 fatores:
- incêndios no entorno da capital federal;
- incêndios em outras regiões.
“Se não tivéssemos nos preparado desde 2023, estaríamos numa situação muito difícil. Se não tivéssemos reduzido o desmatamento estaríamos numa situação incomparavelmente pior”, afirmou o Ministro do Meio Ambiente.
ALERTA MÁXIMO
Lula chegou às 14h na sala de situação. A ideia da visita foi verificar a situação dos incêndios em todo o país, principalmente em São Paulo. O Estado colocou 34 cidades em alerta máximo para incêndios.
Também estiveram na sede do Prevfogo o presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Rodrigo Agostinho, o diretor-geral da Polícia Federal e o secretário nacional da Defesa Civil, Wolnei Barreiros.
Por conta das chamas, Brasília amanheceu envolta em fumaça. Segundo o CBMDF (Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal), a densa neblina é proveniente dos incêndios em SP. A nuvem chegou à capital federal por causa das mudanças nas correntes dos ventos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve ao lado dos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Marina Silva (Meio Ambiente). O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) criou um escritório de crise para gerenciar ações de monitoramento e controle da situação.
Neste domingo (25 de agosto), o Ministério do Desenvolvimento Regional enviou aviões para combater os incêndios em São Paulo. O ministro Waldez Góes disse que um deles tem capacidade para transportar até 12 mil litros de água em cada voo.
O Estado de São Paulo registrou 2.621 incêndios em 48 horas, segundo informações divulgadas pelo Inpe na manhã deste sábado (24 de agosto). Neste ano, o Estado registrou 5.278 focos de incêndio, o maior número de incêndios da série histórica iniciada pelo instituto em 1998.
A baixa umidade do ar e uma onda de calor intensificam o risco de novos surtos. Os incêndios cobriram de fumaça diversas cidades, principalmente na região de Ribeirão Preto (SP). Elas resultaram na morte de 2 funcionários de uma fábrica em Urupês, que tentavam combater as chamas.
No final da tarde desta sexta-feira (23/08), a qualidade do ar despencou, e o céu da capital paulista ganhou uma coloração avermelhada, fenômeno óptico causado pela refração dos raios solares na poeira e fuligem das queimadas.
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