Nesta quinta-feira, o ministro Herman Benjamin assume a função de presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nascido na Paraíba em Catolé do Rocha, cidade de 30 mil habitantes, o magistrado chega à cúpula do Judiciário 18 anos depois de ser nomeado para a Corte pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à época em seu primeiro mandato.
Quase duas décadas depois de Benjamin ter sido escolhido para o tribunal, Lula participará da cerimônia de posse de um ministro que também se destacou por ser o relator da ação, julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017, que solicitou a revogação do a equipe de Dilma Rousseff e Michel Temer.
Na época, o ex-presidente já havia sido alvo do processo de impeachment e estava fora do Planalto, mas a posição do ministro atingiu duramente o PT e gerou uma série de críticas e ressentimentos. Na época, Benjamin votou pelo impeachment, mas acabou vencendo, por quatro votos a três.
Forjado no Ministério Público de São Paulo, onde atuou por 24 anos, o novo presidente do STJ é considerado uma referência em direito ambiental — e seus pares atribuem a ele uma verdadeira revolução no tratamento do tema pela instituição. No tribunal, integra o Juizado Especial — que reúne os 15 ministros mais antigos — e a Primeira Seção e a Segunda Turma, especializadas em direito público.
– Tenho a honra de conhecer o ministro Herman Benjamim desde 1991, desde nossos tempos no Ministério Público de São Paulo. Inteligente, competente, trabalhador e grande inovador na área jurídica, construiu a doutrina e, posteriormente, a jurisprudência ambiental e de consumo. Tenho certeza que ele será um grande presidente — disse o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
No STJ, Benjamin mantém relação muito próxima com as ministras Nancy Andrighi e Maria Thereza de Assis Moura, a quem sucederá na presidência do Tribunal. É também amigo do ministro Antônio Carlos Ferreira, hoje um dos maiores articuladores da corte. No Judiciário, ele é conhecido por ser avesso a conversas e exageros políticos, duas características que terá que deixar de lado ao assumir a presidência de um tribunal que tem 33 ministros e um importante papel institucional.
Ministros do STJ apontam como curiosidade sobre Benjamin o fato de a gravata verde ser a sua preferida – sempre uma referência ao meio ambiente. E dizem que, além do acessório, o novo presidente da corte coleciona tapetes e artesanatos trazidos de viagens internacionais. O gabinete do ministro costuma ser elogiado por quem o visita e é chamado por advogados que têm a oportunidade de ser recebido como “o mais bem condecorado” no STJ.
Desde 1995, é professor visitante na Faculdade de Direito da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Também como professor visitante, lecionou na Faculdade de Direito de Illinois e na Universidade Católica de Louvain-la-Neuve, na Bélgica. O ministro é fundador e codiretor da Revista Direito Ambiental, publicada desde 1995.
Além de Lula, a sessão solene de posse de Benjamin deve contar com a presença de toda a liderança do Judiciário e do Legislativo, com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco. O ministro Luis Felipe Salomão também será empossado como vice-presidente.
Salomão é o actual inspector nacional de justiça. Teve papel relevante na formação da jurisprudência do STJ — onde atua há 15 anos e integra o Tribunal Especial —, especialmente em julgamentos de direito privado, figurando como relator de diversos precedentes que marcaram o cenário jurídico nos últimos anos.
O ministro presidiu a comissão de juristas criada pelo Senado para propor uma legislação que ampliasse a arbitragem e criasse a mediação no Brasil (Leis 13.129/2015 e 13.140/2015). Presidiu também à comissão de juristas que elaborou o recentemente concluído projeto de reforma do Código Civil.
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