“A volta do ‘pega, dá aqui’ é um erro grave”
Deputado Danilo Forte (União-CE) alerta que emendas obrigatórias não podem ser revertidas
O remédio é conter o STF e impeachment, diz oposição
A oposição continua se mobilizando para pressionar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a abrir processo de impeachment contra o ministro do STF Alexandre Moraes, alvo de repetidas acusações de abuso de poder e perseguição a aliados e seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro, publicadas no jornal Folha de S. Paulo. Para uma dessas seguidoras bolsonaristas, a deputada Bia Kicis (PL-DF), “há remédio [para o Brasil] e começa com o impeachment de Alexandre de Moraes”.
Resgate urgente
Advogada de carreira aposentada, Bia Kicis afirma que o Legislativo está desacreditado “e precisa resgatar suas responsabilidades constitucionais”
Abaixo-assinado
O Movimento pelo Impeachment de Moraes conta com 4,83 milhões de pessoas na plataforma Change.org. Outra, iniciada há três dias, já tem 850 mil.
Mourão apoia
O senador Hamilton Mourão (Dep-RS) também apoia a abertura do impeachment e o fim das decisões monocráticas dos ministros do STF.
Respeito pela Carta
Para Mourão, é preciso restabelecer o equilíbrio entre os Poderes “para frear o avanço” do STF além dos limites previstos na Constituição.
BNDES não gasta tanto com publicidade desde 2018
O BNDES não desmentiu a informação divulgada ontem nesta coluna, sobre seus gastos com publicidade, de janeiro a julho de 2024, mais de cinco vezes o que gastou no mesmo período de 2023, mas alega informação “distorcida”. A desculpa é culpar a gestão anterior por não planejar os gastos para 2023. Pior: afirma que os gastos atuais estariam “abaixo do limite contratual com as agências licitadas”, sugerindo que a farra aumentará. O banco não gasta tanto dinheiro em publicidade desde 2018.
Sem piedade e misericórdia
Nos primeiros sete meses de 2023, o BNDES gastou mais de R$ 6 milhões e no mesmo período de 2024 cinco vezes mais: R$ 32,4 milhões.
Natal obeso
O BNDES gastou R$ 38,8 milhões em publicidade em 2023, sendo R$ 30,7 milhões somente em dezembro.
Transparente no escuro
O BNDES afirma que sua transparência seria “recompensada” e não explica por que, até julho passado, já havia gasto quase a totalidade (84%) das despesas de 2023.
corte ideológico
Na queda de braço da aliança Congresso x Lula/STF, Domingos Sávio (PL-RJ) lembra que não existe “ditadura do Legislativo”, mas diz que, ao abandonar a imparcialidade, o STF se torna uma “ditadura ideológica”. tribunal”
Questão de respeito
Sobre o impeachment de Moraes, o deputado sargento Gonçalves (PL-RN) diz que “não se trata de vingança ou retaliação”, mas de “restabelecer o equilíbrio de poderes” e respeito ao Legislativo.
Poder enfraquecido
Marcel van Hattem (Novo-RS) critica a prioridade dada pela maioria dos seus colegas aos “interesses paroquiais” das emendas. Para ele, isso enfraquece o Legislativo, “que deveria ser o fiscal dos demais poderes”.
Destaque
Na semana da morte de Sílvio Santos, de Botafogo x Flamengo e da volta dos campeonatos europeus, Alexandre de Moraes se tornou um dos assuntos mais buscados na internet nos últimos 7 dias, segundo o Google Trends.
PSB que bagunça
A ação que pretende cassar a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) foi proposta pelo PSB ao Ministério Público Eleitoral, que também pediu o impeachment de Guilherme Boulos, mas já foi negado pela Justiça.
Sempre apertado
Quase todas as pesquisas nos EUA apontam para uma disputa acirrada entre Donald Trump e Kamala Harris. Ela está na frente há alguns dias, mas é um empate técnico quando se consideram as margens de erro.
Auditável evita fraudes
A urna eletrônica da Venezuela, fabricada na Argentina, é auditável porque, ao encerrar a votação, imprime um recibo com os resultados e um QR Code que os resume. O papel é assinado por mesários e inspetores, daí a dificuldade da tirania em fraudar cada documento.
Backup de votação
A oposição venezuelana preparou-se para enfrentar a fraude, ordenando que dezenas de milhares de inspetores fotografassem os recibos de votação (registos eleitorais) e os seus códigos QR, antes que os militares recolhessem tudo.
Pensando nisso…
…urnas auditáveis na Venezuela prenderam o traseiro do ditador.
PODER SEM PUDADE
Jânio e a torta
Como todo político em campanha, o estômago de Jânio Quadros aceitou tudo sem direito a reclamar. E ele estava cheio de elogios, às vezes imerecidos. Foi o caso da torta de cheiro suspeito oferecida pela esposa de um prefeito, no interior de São Paulo. Ele mentiu: “Que delícia! Outra mordida seria ótimo para a viagem de amanhã!” Ao amanhecer, enquanto se preparava para partir, recebeu uma nova torta da orgulhosa senhora. Jânio agradeceu, emocionou-se e ainda enxugou uma lágrima inexistente. Mas ele jogou no lixo assim que dobrou a esquina.
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Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br
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