O procurador eleitoral Jean Pierre de Campos pediu o impeachment de Elizeu Mattos (MDB) como candidato a prefeito de Lages. Segundo ele, o emedebista seria incluído na Lei da Ficha Limpa por ter renunciado ao cargo de prefeito no dia 27 de outubro de 2016, quando estava em curso na Câmara Municipal uma comissão de tramitação que analisaria seu afastamento do cargo.
O Ministério Público foi aberto em 2016 para apurar os mesmos fatos investigados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na Operação Águas Limpas, que levou Elizeu Mattos a ser colocado em prisão preventiva e afastado do cargo. A denúncia do MPSC da época também foi assinada pelo procurador Jean Pierre de Campos. A defesa de Elizeu Mattos afirma que o processo legislativo já estava arquivado no momento de sua renúncia, em razão da morte de sua esposa Cristiane Garcez Mattos – dez dias antes.
A Operação Águas Limpas foi deflagrada em dezembro de 2014, com a prisão preventiva do então prefeito Elizeu Mattos, acusado de participação em suposto esquema de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos municipais, além de fraude e rescisão indevida de contratos.
Ficou preso até fevereiro de 2015 e só pôde retornar ao cargo no dia 2 de outubro daquele ano, por decisão do Supremo Tribunal Federal. Uma semana depois, Cristiane Mattos faleceu. No final daquele mês, o emedebista pediu demissão do cargo alegando que precisava se dedicar à família.
Impugnação de Elizeu Mattos questiona motivo de sua demissão em 2016
Em seu parecer, o procurador eleitoral Jean Pierre de Campos destaca que a comissão de tramitação da Câmara de Vereadores foi suspensa em 20 de outubro de 2016 por decisão judicial, mas que “a decisão liminar do Tribunal de Justiça apenas suspendeu o seu andamento, não anulá-lo, e, ao final, no mérito, foi negado provimento ao recurso”. Portanto, segundo o procurador, a demissão se caracterizaria para escapar da cassação – o que não exime o agente público da aplicação da inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.
A legislação impede a candidatura de quem já foi condenado pela Justiça em segunda instância. Elizeu Mattos foi condenado pelo Tribunal de Justiça (TJSC), mas essa condenação foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou o juiz Ernani Goethem e a 3ª Câmara Criminal do TJSC impedidos de julgar o emedebista por falta de imparcialidade no julgamento.
É com base nesta decisão do STJ que o ex-prefeito garantiu a condição de concorrer à prefeitura de Lages enquanto o TJSC não analisa o caso investigado na Operação Águas Limpas. O impeachment de Elizeu Mattos pedido pelo Ministério Público Eleitoral trata apenas da demissão. O caso será analisado pela Justiça Eleitoral – enquanto isso, a candidatura do emedebista segue em andamento.
Elizeu Mattos critica procurador eleitoral
Em nota, o ex-prefeito Elizeu Mattos disse que a contestação à sua candidatura “é mais uma ação premeditada na perseguição que venho sofrendo desde 2014” e que “coincidentemente, através do mesmo promotor que insiste em construir narrativas contra mim que completamente fuga da verdade.”
O emedebista nega que tenha renunciado para fugir do impeachment –faltavam dois meses para o fim do mandato. Segundo ele, “o processo de impeachment na Câmara já estava paralisado” e a demissão foi motivada pela morte da esposa.
“Na época em que pedi demissão do cargo de prefeito, única e exclusivamente pelo falecimento de minha esposa e para cuidar dos meus filhos menores que ficaram órfãos de mãe, fiz de tudo para proteger a família e meus bens mais preciosos, Iza e Cadu , crianças na época”, disse o emedebista.
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