A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, nesta quarta-feira (14), um projeto que contempla o tema “Bíblia nas escolas” no currículo estadual. A base do governador do Ceará, Elmano Freitas (PT) votou a favor.
Segundo o autor do projeto, apóstolo Luiz Henrique (Republicanos), o livro seria utilizado como documento histórico pelos professores.
O projeto foi criticado por tratar exclusivamente da Bíblia. No dia da votação, Romeu Aldigueri (PDT) apresentou uma emenda para que textos sagrados de outras religiões também pudessem ser incorporados ao acervo das escolas. A mudança irritou a oposição bolsonarista.
O projeto, com a alteração da alteração, foi aprovado por 20 votos a seis. O projeto é cercado de polêmica desde que, no dia 9 de agosto, o governador Elmano Freitas participou do Congresso Pentecostal Cearense na Igreja do Senhor Jesus, evento religioso na igreja do apóstolo Luiz Henrique (Republicanos).
Durante o evento, o governador falou sobre como conheceu o projeto e, falando ao público, garantiu a aprovação.
“Estou aqui para avisar: o projeto será aprovado, as Bíblias serão compradas e colocadas nas escolas do nosso estado”, disse.
Questionado se o projeto seria inconstitucional por supostamente violar a laicidade do Estado, o governador respondeu que “os brasileiros são religiosos”.
“Da mesma forma que existe um livro de literatura, existe um livro de história, existe um livro de geografia, também é bom ter livros religiosos. e estará lá com todos os livros de todas as religiões que nosso povo professa”, disse Elmano à imprensa local.
Mudança no currículo
O projeto também trata da inclusão da Bíblia em todo o currículo. “O tema ‘Bíblia nas Escolas’ está inserido como tema transversal na grade curricular das escolas públicas mantidas pelo Governo do Estado. O tema pode ser ministrado por meio de aulas, seminários, palestras ou semanas culturais, abrangendo conteúdos sobre o Antigo e o Novo Testamento e a influência da Bíblia na literatura, cultura e história mundial”, diz o projeto.
“Um professor pode usá-lo para falar de Roma e do Império. Não estamos falando de religiosidade em si, de obrigar alguém a acreditar; mas de princípios que se aplicam à vida”, argumenta o autor do projeto.
O deputado Alcides Fernandes (PL) disse que o discurso no evento é um “teatro” para “enganar o povo evangélico”. Alcides Fernandes é pai do deputado federal André Fernandes (PL), que disputa a prefeitura de Fortaleza contra Evandro Leitão (PT), apoiado por Elmano e pelo apóstolo Luiz Henrique.
Além dos bolsonaristas, alguns nomes da esquerda cearense votaram contra a aprovação. Deputado do PSOL, Renato Roseno, acha que projeto pode atrapalhar o ensino de biologia, enquanto a vice-líder do governo, Larissa Gaspar (PT), diz que “escola pública não é lugar de proselitismo religioso”, mas não comentou os colegas ‘votar.
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