Embora digam apoiar o debate por mais transparência suscitado pelas decisões do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender o pagamento de todas as emendas parlamentares, membros do governo manifestaram preocupação de que a sentença possa trazer consequências para a interrupção de obras e afetam políticas públicas em todo o país.
Nesta sexta-feira, os ministros do STF formaram maioria para seguir Flávio Dino na decisão que suspende o pagamento de emendas até que o Congresso estabeleça novos procedimentos para garantir a transparência na liberação dos recursos.
Apesar da suspensão dos pagamentos de aditivos, a decisão do ministro determina que não serão retidos recursos destinados a obras já iniciadas e em andamento ou a ações em casos de calamidade pública.
Ainda assim, membros da Casa Civil apontam o receio de que, nas fases de execução deste recurso, possa haver interrupção de pagamentos de obras já iniciadas em municípios que aguardam o pagamento de parcelas de remanescentes.
A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou ofício a Dino pedindo orientação aos gestores sobre como cumprir a decisão do ministro.
“A complexidade administrativa eventualmente envolvida no cumprimento desta parte do conteúdo decisório da disposição, bem como o objetivo de evitar a paralisação total e imediata da execução dos programas decorrentes destes indicadores orçamentários, com a interrupção das obras públicas e serviços em setores essenciais à população”, justifica a petição.
O pedido de informações diz respeito à primeira decisão de Dino sobre o tema, proferida no dia 1 de agosto.
Na época, o ministro determinou que as emendas da comissão e os pagamentos remanescentes das emendas do antigo relator só poderão ser pagos quando houver transparência e rastreabilidade.
Sobre esse item, a AGU destaca que há dúvidas sobre quais etapas da execução orçamentária das despesas de emenda devem obedecer à decisão do ministro.
No ofício enviado ao Tribunal, a AGU alerta que a “suspensão total da execução das despesas já empenhadas classificadas nos indicadores RP 8 (alteração da comissão) e RP 9 (antiga alteração secreta do relator orçamentário) paralisaria a execução de programas e serviços em setores essenciais no âmbito dos Ministérios da Saúde, da Educação, das Cidades e da Integração e Desenvolvimento Regional.”
Na opinião de membros da Casa Civil, na prática, a decisão do ministro Dino não impactaria as obras de imediato, mas, num prazo de até 90 dias, poderia começar a repercutir em todo o país, o que não é desejável para o governo e irritaria ainda mais os parlamentares.
Para o Planalto, porém, a perspectiva é que o impasse seja resolvido muito mais cedo.
Do lado do governo, estão diretamente envolvidos na discussão os ministros da Casa Civil, Rui Costa, das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e da Procuradoria-Geral da República, Jorge Messias.
Os assessores de Lula têm se esforçado para reforçar que não há marcas do governo na decisão de Dino, mas endossam a tese do ministro de que é preciso aumentar a transparência no pagamento e na distribuição das emendas e defendem que o debate sobre o tema é necessário.
A avaliação dos assessores de Lula é que Dino tomou a decisão de conceder as duas liminares de bloqueio do pix e das emendas individuais justamente para que o assunto pudesse ser discutido entre os atores políticos em busca de uma solução.
— Com a decisão do Dino é plenamente possível estabelecer negociações e chegar a um acordo razoável. Não sou contra o deputado ter uma emenda. Ele foi eleito, tem que trazer trabalho para a cidade. Mas a verdade é que é muito dinheiro e não há critérios no Orçamento previsto para o país — disse Lula na quinta-feira, acrescentando: — Queremos mudar falando, mudar acordando.
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