O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, acatou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a libertação de Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Martins foi um dos alvos da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado do governo Bolsonaro. Ele estava em prisão preventiva desde 8 de fevereiro.
Um dos argumentos para sua custódia foi o fato de seu nome constar de uma lista de passageiros do voo presidencial que decolou do Brasil para Orlando (EUA) no dia 30 de dezembro de 2022. Desde sua prisão, a defesa de Martins argumenta que ele não viajou.
Nesse período, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou dois pareceres defendendo a liberdade provisória de Martins com base em documento da operadora de telefonia celular TIM SA (BVMF:). Gonet afirmou que as investigações realizadas comprovaram que Martins estava no Brasil no final de 2022, quando Bolsonaro viajou para os EUA.
O ex-assessor é apontado pela Polícia Federal (PF) como integrante do “núcleo jurídico” do grupo suspeito de tentar dar golpe de Estado após as eleições de 2022. A Operação Tempus Veritatis (momento da verdade, em latim) teve como alvo aliados de Bolsonaro, incluindo os oficiais das Forças Armadas Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier Santos.
O pedido de prisão da PF apontou que Martins viajou no final do governo Bolsonaro “sem realizar o procedimento de saída com passaporte em território nacional” para “fugir da aplicação da lei penal”. Sua prisão foi mantida por Moraes, relator do inquérito do STF, no dia 10 de maio.
Vouchers
Os arquivos incluem recibos do iFood, comprovantes de transações bancárias e comprovantes de viagem doméstica que Martins teria feito no dia seguinte à data em que os investigadores alegam que ele viajou para os Estados Unidos.
A defesa apresentou passagens aéreas da Latam de Brasília a Curitiba no dia 31 de dezembro, para argumentar que Martins permaneceu no Brasil. O ex-assessor teria ido para Ponta Grossa (PR), onde ficou hospedado na casa do sogro, onde foi preso. O ex-assessor de Assuntos Internacionais foi mantido em prisão preventiva sem ser denunciado (acusação formal).
Em nota, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de campo da Presidência, disse que Martins foi o responsável por entregar a Bolsonaro um “projeto do golpe”, que previa a prisão de autoridades e a convocação de um novo presidente eleição. O caso colocou o ex-assessor entre os principais alvos da PF na investigação. Ele nega qualquer envolvimento com o documento.
A decisão de Moraes de libertar o ex-assessor de Bolsonaro foi assinada anteontem. O documento registra as medidas cautelares impostas a Martins: ele terá que usar tornozeleira eletrônica, seu passaporte foi cancelado e ele está proibido de usar as redes sociais sob pena de multa de R$ 20 mil por publicação.
No despacho, Moraes considera que a prisão do ex-assessor de Bolsonaro “foi uma medida razoável, proporcional e adequada para garantir a devida coleta de provas, na busca de delimitar todas as condutas criminosas identificadas pela Polícia Federal e a responsabilidade penal dos diversos núcleos da organização criminosa”.
A avaliação do ministro é que, no atual estágio do processo, as medidas executadas pela PF indicam a “desnecessidade da manutenção da prisão preventiva, pois deixam de ser consideradas quaisquer das hipóteses excepcionais previstas na legislação que permitem a relativização da liberdade”. presente.” ir e vir para fins de investigação criminal”.
A defesa foi notificada na manhã de ontem pelo Complexo Médico Penal, de Pinhais (PR) sobre a autorização de soltura. Porém, Martins só saiu da penitenciária às 18h29, após uma disputa envolvendo a tornozeleira eletrônica que deverá usar.
Tornozeleira
Por volta das 11h, o ex-assessor de Bolsonaro teve que assinar um termo de compromisso assumindo a responsabilidade de se apresentar, no prazo de cinco dias, para colocar a tornozeleira eletrônica, pois não havia equipamentos disponíveis para o ex-assessor no presídio.
Após a chegada de sua defesa ao local, a direção do Complexo Médico Penal contatou a Unidade Penitenciária para fornecer equipamentos, que chegaram à penitenciária às 14h50. “Superámos este obstáculo”, disse o advogado Ricardo Fernandes, que se queixou de abuso de autoridade e constrangimento ilegal.
Martins veio do ativismo virtual do bolsonarismo, ingressou no gabinete do ex-presidente como assessor especial e foi centro de polêmica por causa de um gesto atribuído a supremacistas brancos. Ele também foi considerado um dos mentores intelectuais do chamado “gabinete do ódio”, grupo que usava as redes sociais para espalhar desinformação sobre os rivais do ex-presidente. (GUILHERME NALDIS E HEITOR MAZZOCO COLABORARAM)
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