Em meio à proposta de medidas para a derrubada total e proibição do chamado orçamento secreto, o Congresso alegou ao Supremo Tribunal Federal que “não tem condições de colaborar” com dados dos “patrocinadores” das emendas das comissões – ferramenta que o Parlamento iniciou a utilizar com maior frequência depois de o Tribunal ter bloqueado as alterações do relator, principal mecanismo do orçamento secreto.
A Câmara afirma que a “figura patrocinadora” da comissão de emendas (RP8) “não existe” na Câmara. “Há informações na ata parlamentar que indicam as alterações da comissão, mas não a quais beneficiários elas se destinam”, argumenta a Câmara ao STF.
O argumento é que as informações sobre o RP8 “estão disponíveis e cumprem o regulamento interno da Câmara”. O Senado endossa a posição da Câmara dos Deputados e afirma que as emendas da comissão não foram objeto da decisão do Supremo que bloqueou o orçamento secreto. O despacho do tribunal tratava das alterações do relator – as RP9 -, que serviam para movimentar o orçamento secreto.
Porém, o relator do caso na Corte, ministro Flávio Dino, incluiu as alterações da comissão na discussão sobre a transparência da destinação dos recursos por entender que eles estão sendo divididos sem publicidade sobre os critérios de distribuição – e sobre quais parlamentares indicaram os recursos para cada projeto ou município. Devido a esta falta de controle, os RP8 são abrangidos pelo Supremo Tribunal Federal.
As denúncias foram apresentadas durante a primeira reunião, realizada nesta terça-feira, 6, da comissão criada por Dino para cumprir efetivamente a decisão do STF que bloqueou o orçamento secreto. O grupo fechou um cronograma de atividades para organizar informações sobre emendas parlamentares que ainda permanecem em sigilo. Na audiência, os deputados argumentaram que as comissões da Câmara publicam atas de aprovação de emendas, o que forneceria informações sobre “os parlamentares que indicam emendas às comissões”.
Genéricos
Estas indicações, no entanto, referem-se a alterações genéricas, de âmbito nacional e de valor relativamente elevado. Cada comissão tem direito a oito alterações, quatro das quais são alterações de dotações (ou seja, indicando recursos). Dizem apenas em qual ação orçamentária o dinheiro será utilizado, sem detalhar qual obra, projeto ou município receberá qual valor.
Sobre as alterações do relator, o Congresso afirmou que já informou sobre todas as indicações feitas pelos parlamentares ao relator geral ou diretamente aos ministérios. Depois que o Tribunal derrubou o orçamento secreto, as “sobras” das alterações do relator que estavam previstas na proposta orçamentária de 2023 foram realocadas.
Ontem, a Advocacia-Geral da União informou ao STF que bloqueou novos pagamentos e compromissos de emendas parlamentares até que haja transparência e rastreabilidade. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
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