Está tramitando na Câmara Municipal de Florianópolis um projeto de lei que, se aprovado, permitirá que os pais proíbam seus filhos de participarem de atividades educativas de gênero nas escolas. De autoria do vereador Manu Vieira (PL), o artigo justifica que as crianças “não têm repertório” para debater o que ele classifica como ‘ideologia de gênero’.
“Colocar isso na sala de aula das crianças como algo a ser discutido e conversado é repassar informações para quem ainda não tem condições de transformar essas informações em conhecimento por falta de repertório para fazê-lo. Torna-se mais grave quando a razão apresentada é para prevenir desigualdades”, diz trecho do documento.
O texto afirma ainda que “a evolução do feminismo levou à chamada ideologia de género”, que vê o género como uma construção inteiramente social. “Nessa visão, as características biológicas do sexo são consideradas secundárias e superficiais. Por isso, defende-se que as crianças sejam educadas sem sexo definido, permitindo-lhes escolher o seu género ao longo do tempo”.
Em outro lugar, o projeto afirma que “a sexualidade não pode ser imposta externamente”.
“Não é possível colocar uma criança diante de dilemas sobre sexualidade e esperar que ela tome decisões racionais. Fazer isso seria forçar um conceito sobre ela. É importante lembrar que as crianças não têm capacidade jurídica ou emocional para lidar com tais imposições. Questões complexas não devem ser apresentadas a eles como se fossem verdades absolutas, forçando-os a enfrentar dilemas e incertezas. Embora seja a cultura que define o comportamento, o indivíduo nasce com características físicas que o definem, biologicamente.”
A vereadora afirma ainda que as atividades pedagógicas de género nas escolas expõem as crianças à não identificação sexual. “Mais do que isso, forçá-la a fazer isso é uma forma de violência, crueldade e opressão, para dizer o mínimo. Afeta diretamente a sua dignidade. Forçar os pais a aceitarem a doutrinação por imposição institucional é um crime, do ponto de vista psicológico, e, juridicamente, a nosso ver, uma grave transgressão à lei que determina que os filhos devem ser criados pelos pais. Quem os gera tem o dever e o direito de educá-los.”
O documento proposto pelo vereador Manu Vieira recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Porém, ainda não há previsão para que a proposta seja votada em plenário no Câmara Municipal.
Projeto contra a ‘ideologia de género’ na prática
O texto do projeto define atividades pedagógicas de gênero como aquelas que abordam temas relacionados à orientação sexual, diversidade sexual, igualdade de gênero e outros assuntos similares. Atividades extracurriculares são aquelas que abrangem temas que não contemplam a grade curricular obrigatória, como apresentações, filmes, visitas a exposições, palestras, entre outros.

De acordo com a proposta, as escolas deverão informar os pais ou responsáveis pelos alunos sobre quaisquer atividades extracurriculares ou quaisquer atividades pedagógicas de gênero a serem realizadas no ambiente escolar, ou em locais externos, por meio de documento contendo a descrição da agenda, local e solicitando conhecimento e autorização.
Os pais ou responsáveis, por sua vez, deverão responder ao documento escrito e assinado, manifestando sua concordância ou discordância com a participação de seus filhos ou pupilos em atividades educativas e/ou extracurriculares de gênero.
A matéria estabelece ainda que caberá às escolas zelar pelo cumprimento da vontade dos pais ou responsáveis, respeitada a decisão de proibir a participação de seus filhos ou pupilos em atividades extracurriculares, para que o aluno não seja penalizado com falta, nota ou prejuízo. em qualquer caso, para a decisão.
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