Quando forem às urnas, no dia 6 de outubro, muitos dos 155 milhões de brasileiros aptos a votar nas eleições municipais de 2024 encontrarão um modelo mais moderno de urna eletrônica. Em julho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) certificou a última das 219.998 novas urnas, modelo 2022 (UE2022) fabricada em Ilhéus (BA).
A previsão é que 77% das urnas eletrônicas utilizadas para coletar os votos do eleitorado sejam dos modelos 2022 e 2020. Com urnas mais modernas, a expectativa é que a votação ocorra de forma ágil, segura e estável.
“Vamos fazer uma eleição com um parque mais reformado, o que tende a trazer mais estabilidade e conforto ao eleitor”, explica o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSERafael Azevêdo.
O modelo 2022 traz as mesmas inovações da urna 2020. Além de um processador mais potente – 18 vezes mais rápido que o da versão 2015 – o novo equipamento conta com perímetro criptográfico certificado pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP Brasil) e mecanismo de criptografia aprimorado, utilizando um E521 (ou EdDSA) algoritmo, considerado um dos mais precisos do mundo.
Equipe do TSE monitora produção de urnas eletrônicas
Durante a fase de produção, um grupo de funcionários e colaboradores do TSE fica instalado em Ilhéus. Além de acompanhar a criação e aplicação dos testes funcionais, a equipe também audita dispositivos que passaram pelas etapas anteriores de inspeção.
Todas as urnas eletrônicas foram fabricadas sob fiscalização do TSE e têm qualidade adequada para as Eleições de 2024, garante Rafael Azevedo. “Foi um processo [de produção] Demora muito, o que é natural, porque é feito com muito cuidado e observação”, afirma o servidor.
Os componentes físicos – como teclado e placa-mãe, por exemplo – são fabricados pela empresa Positivo de acordo com os requisitos estabelecidos pelo TSE. Os programas de votação que rodam dentro das urnas eletrônicas, incluindo o sistema operacional, são desenvolvidos pela Secretaria de Informática do TSE.
Fim do ciclo de vida útil
A UE2022 substituirá as urnas eletrônicas modelos 2009, 2010 e 2011, que já atingiram o fim do seu ciclo de vida útil. O equipamento foi projetado para ser utilizado por dez anos, ou seis eleições consecutivas. Após esse período, os aparelhos antigos são descartados ecologicamente. Cerca de 99% das peças físicas são recicladas e dão origem a novos produtos.
O sistema está totalmente protegido
Os programas utilizados nas urnas eletrônicas e nos sistemas eleitorais são lacrados e assinados digitalmente. Esse processo é realizado 30 dias antes das eleições e garante total proteção dos dados inseridos no aparelho, além de garantir a inviolabilidade do sigilo de voto.
A assinatura digital é uma forma eletrônica de garantir a autenticidade de um sistema. Na prática, funciona como a assinatura de um contrato: pois cada caligrafia é única e é a prova de que determinada marca foi produzida pela mesma pessoa.
A selagem é um procedimento matemático que blinda os programas utilizados em mais de 120 sistemas de Justiça Eleitoral. Ou seja, após a assinatura digital e selagem dos sistemas, não é possível adulterar os programas do aparelho.
Auditoria e verificação
Para atestar a integridade das informações que são registradas na urna eletrônica e posteriormente transmitidas ao sistema de totalização, existem mecanismos de auditoria e verificação. O processo de voto eletrónico pode ser auditado em diversas ocasiões – antes, durante e depois das eleições – por diferentes entidades e cidadãos.
Teste de Integridade de Urnas Eletrônicas
Outro evento relevante para atestar o grau de confiança nas urnas eletrônicas é o Teste de Integridade, que acontece nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) no mesmo dia da eleição e é acompanhado por empresa de auditoria externa. O processo realiza uma verificação para verificar se o voto emitido é o mesmo que será contabilizado pelo equipamento.
A prova – que simula uma votação normal e leva em consideração as circunstâncias que podem ocorrer durante a eleição – segue o mesmo procedimento de uma assembleia de voto comum:
- Emissão da zerésima: documento que comprova que não houve votos nas urnas antes da votação.
- Impressão da Urna: relatório impresso com a contagem dos votos armazenado no equipamento.

A fiscalização é realizada pela Justiça Eleitoral desde 2002 e até o momento não foram detectadas discrepâncias.
É possível adulterar software da Justiça Eleitoral?
Não. Todos os programas que fazem parte do sistema de votação eletrônica são assinados e selados digitalmente em cerimônia pública, realizada no prédio do TSE, em Brasília.
A conferência é realizada por entidades fiscalizadoras, com representantes da Controladoria-Geral da União (CGU), do Congresso Nacional, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Polícia Federal (PF), da Sociedade Brasileira de Computação e de partidos políticos, entre outros. .
Após a cerimônia, os programas já assinados – digital e fisicamente – são gravados em mídia não regravável e armazenados na sala segura do TSE, de acesso extremamente restrito.
As urnas são protegidas contra software malicioso ou mutante
O software mutante, quando instalado em um dispositivo, age de forma diferente: após realizar o ataque pretendido, ele pode se modificar e se passar por um aplicativo autêntico, sem deixar rastros.
Um exemplo prático, para ajudar você a entender melhor como funcionam: em teoria, poderia haver um software de votação mutante que, em vez de registrar o voto digitado pelo eleitor, adulteraria os dados, computando o voto para outro candidato.
A proteção contra softwares mutantes nas urnas eletrônicas é realizada por meio de assinatura digital e fiscalização pública de todos os procedimentos que envolvem o processo eleitoral.
Combinados, esses dois mecanismos garantem que ninguém poderá mexer nos programas do aparelho, sejam pessoas mal-intencionadas de fora da instituição ou mesmo pessoas que fazem parte da Justiça Eleitoral.
A assinatura digital serve como barreira que impede potenciais invasores de inserir novas aplicações ou modificar programas do TSE. A reação é em cadeia: se o software não tiver uma assinatura digital válida, a urna eletrônica simplesmente para de funcionar.
A assinatura digital e a selagem dos sistemas eleitorais tornam a votação brasileira ainda mais segura e confiável!
*Com informações do TSE.
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