O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu redistribuir a ação movida pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) contra as chamadas “emendas pix” ao ministro Flávio Dino, que relata a ação no orçamento secreto. Barroso considerou o “risco concreto de decisões conflitantes” sobre o tema.
A decisão foi tomada depois que o ministro Gilmar Mendes, escolhido como relator, pediu a Barroso que revisse a distribuição do processo. Gilmar questionou seu relatório por entender que tanto a ação contra as “emendas do Pix” quanto a ação que trata do orçamento secreto estão “fundamentadas na ausência de publicidade, transparência, fiscalização e prestação de contas”.
“Foi realizada audiência de conciliação na ADPF 854/DF, em que um dos objetivos centrais é eliminar práticas que viabilizam o orçamento secreto. O requerente, por sua vez, sustenta que as alterações do pix constituem uma espécie de orçamento secreto e que têm tem sido utilizado para driblar a ordem deste Tribunal”, afirmou Gilmar ao encaminhar ontem a questão a Barroso.
Na petição encaminhada ao Supremo Tribunal Federal na semana passada, a Abraji pediu que o processo fosse distribuído a Dino para “prevenção”, pelo fato de ele ser relator de uma ação que trata de tema semelhante. Em 2022, o Supremo declarou inconstitucional o chamado orçamento secreto, como ficaram conhecidas as alterações do relator identificadas pela sigla RP-9. A ação foi herdada por Dino do acervo da ministra Rosa Wever, que se aposentou.
As “emendas pix” são emendas parlamentares individuais que permitem a transferência direta de recursos públicos sem transparência. Na petição, a Abraji afirma que os repasses não podem ser feitos sem estarem vinculados a um projeto ou atividade específica. “O Estado de Direito não pode admitir transferências sem finalidade definida e sem critérios definidos, pois representa arbitrariedade inconstitucional”, argumenta. A associação pediu liminar para suspender as alterações até o julgamento final da ação.
Nesta quinta-feira, 1º, Dino realizará audiência de conciliação para discutir possível descumprimento da decisão do Supremo. No despacho que determinou a audiência, Dino enfatizou que “devem ser definitivamente afastadas todas as práticas que viabilizam o orçamento secreto”. Ele considerou, porém, que as “alterações do Pix” deveriam ser discutidas em ação específica sobre o tema.
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