O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Congresso vão resolver o impasse sobre a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia e municípios com até 156,2 mil habitantes no 2º semestre legislativo.
O Executivo tentou acabar com o benefício fiscal tanto vetando, em 2023, o projeto que prorrogava o dispositivo (veto que depois foi derrubado pelo Congresso) quanto enviando a medida provisória 1.202, que revogou a isenção e acabou retida.
Entre acordos de ida e volta, o impasse reside agora em como compensar a isenção. Devido ao recesso, que começou em meados de julho e terminará em 1º de agosto, essa negociação ficou à margem – como no caso da PEC da autonomia do Banco Central e da proposta da dívida do Estado.
O único projeto praticamente resolvido é o 2º PLP de regulamentação da reforma tributária.
VITÓRIA E DERROTAS
No 1º semestre, o governo conseguiu aprovar a volta do “Dpvat”, reformulado com um novo nome (Spvat, que significa Seguro Obrigatório para Vítimas de Acidentes de Trânsito). Um trecho foi incluído no projeto para mudar o quadro fiscal e antecipar um crédito de R$ 15,7 bilhões, numa vitória de Lula.
No caso da desoneração tributária, como mostram os primeiros parágrafos deste relatório, o presidente teve sua derrota mais significativa na área econômica. Ele pretendia arrecadar novamente impostos dos 17 setores e pequenos municípios, mas não conseguiu.
REFORMA TRIBUTÁRIA
No dia 10 de julho, a Câmara aprovou o texto principal que regulamenta a reforma tributária, o PLP (Projeto Complementar) 68 de 2024. O texto trata da unificação dos tributos para a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e do CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), para compensar o duplo IVA (Imposto sobre Valor Acrescentado).
O PLP 108, que trata do Comitê Gestor, ainda precisa ser aprovado. A proposta, que tem mais consenso entre os deputados, deverá ser votada de 12 a 14 de agosto, segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
O texto principal foi aprovado na Câmara após pedido de urgência constitucional feito pelo governo. O aparelho determina que cada Casa deverá analisar o projeto no prazo de 45 dias.
O texto já está no Senado. No entanto, os líderes querem promover um debate mais amplo. Reclamam da rapidez com que os deputados aprovaram um relatório com cerca de 400 páginas.
Ainda durante a votação dos destaques na Câmara, ou seja, sugestões para o projeto, houve problema na inclusão da carne na lista de alimentos com isenção de 100% de impostos. Lula foi a favor, mas Fernando Haddad, ministro da Fazenda, foi contra. Ele preferiu expandir o cashback para a população mais pobre.
A seção foi fortemente articulada pela oposição e pela bancada do agronegócio. Após pressão, os funcionários do governo cederam.
ISENÇÃO
Na terça-feira (16.07), o STF (Supremo Tribunal Federal) atendeu mais uma vez ao pedido do governo e do Congresso e prorrogou o prazo para os 2 Poderes chegarem a um acordo sobre indenizações. O ministro Edson Fachin determinou que uma solução para a questão seja encontrada até o dia 11 de setembro.
A isenção havia sido derrubada pelo ministro Cristiano Zanin no dia 25 de abril. Depois, Planalto e Congresso chegaram a um entendimento e pediram ao magistrado a manutenção do benefício por mais 2 meses, prazo que terminaria em 19 de julho.
O Executivo quer aumentar a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) dos bancos em 1 pp (ponto percentual), numa espécie de gatilho que só seria acionado caso as demais propostas dos parlamentares não resultassem no valor necessário para compensar a isenção.
O fato é que, devido às eleições municipais deste ano, os parlamentares ficarão pouco tempo em Brasília e o prazo para essa discussão ficou apertado.
PEC DO BANCO CENTRAL
Outro desafio que o governo deverá enfrentar quando o Congresso voltar do recesso é a PEC 65 de 2023, que determina a autonomia financeira e orçamentária do BC (Banco Central).
A votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) foi adiada nesta quarta-feira (17/07) por falta de acordo.
O relator da proposta, Plínio Valério (PSDB-AM), disse que o “essência” do texto é a transformação do BC em empresa pública. Os apoiadores do governo são contra.
O governo quer classificar o BC em uma categoria inédita no serviço público brasileiro, semelhante ao que já existe nos BC norte-americanos e europeus. Seria um tipo de autoridade financeira, diferente das autoridades locais ou de qualquer entidade pública.
Atualmente, o Banco Central é uma autoridade monetária com autonomia operacional, mas com orçamento vinculado à União. O modelo foi aprovado em fevereiro de 2021, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
A autonomia financeira e orçamental seria o último passo para consolidar o processo de independência em relação ao governo.
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