Por Fernando Cardoso
SÃO PAULO (Reuters) – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), acusou nesta sexta-feira o Ministério da Fazenda de desconsiderar sugestões de parlamentares como fontes de compensação para a desoneração da folha de pagamento, e disse que o Congresso é contra a proposta do governo de aumentar a CSLL para compensar o benefício.
Falando durante o 19º Congresso Internacional Abraji de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, o presidente do Senado se referiu à negociação entre os poderes Executivo e Legislativo sobre o tema como uma “novela”, e disse que é preciso buscar uma fonte de compensação que não represente aumento de tributação.
“Apresentamos oito fontes diferentes de compensação”, disse Pacheco. “Mas o Ministério das Finanças está a desconsiderar essa possibilidade, estas oito possibilidades como fontes de compensação e querendo aumentar o imposto como fonte de compensação, o que é um ponto de discórdia para nós”, afirmou, acrescentando que “não há qualquer receptividade” do Congresso para aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Como fontes de compensação sugeridas pelo Congresso, Pacheco citou a repatriação de recursos ao exterior, a regularização de patrimônio nacional e a atualização de valores de patrimônio nacional, além de uma renegociação de dívidas de empresas com multas em agências reguladoras, a utilização de dinheiro “esquecido” no sistema financeiro e depósitos judiciais sem título.
O senador também sugeriu a receita obtida com a cobrança de um imposto sobre compras internacionais de até 50 dólares – o “imposto da blusa” – como outra fonte de compensação.
Mais cedo, participando do mesmo evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que, com base no parecer da Receita Federal, o governo não pode aceitar propostas do Senado para compensar a prorrogação da isenção. Segundo ele, as medidas apresentadas pelo Senado, na avaliação da Receita, não compensam a isenção de setores.
DÍVIDA DOS ESTADOS À UNIÃO
Questionado sobre outro tema que tem exigido esforços de negociação entre governo e Congresso, Pacheco disse que setores do mercado financeiro “trabalham contra” o projeto do Senado sobre a dívida dos Estados com a União ao trabalharem pela federalização de ativos e empresas de endividados . .
Pacheco afirmou que tais sectores “quer nada mais nada menos do que adquirir os activos dos Estados endividados a preço de banana, a um preço baixo.
“Eles estremecem ao pensar na ideia de federalização com entrega de bens do Estado para a União e trabalham contra o projeto”, disse o presidente do Senado.
Defendeu ainda a proposta do Senado como “equilibrada” do ponto de vista fiscal e “justa” para os Estados, defendendo que é necessária uma solução para a questão de forma a preservar uma capacidade mínima de investimento das entidades.
Pacheco, que esteve diretamente envolvido na discussão do impasse da dívida dos Estados, defendeu um projeto que prevê a revisão dos prazos das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União.
A proposta se baseia na redução dos juros das dívidas a partir da entrega de bens dos entes ao governo federal e do comprometimento com investimentos públicos.
Atualmente, as dívidas dos governos estaduais com a União são corrigidas pela variação da inflação mais 4% ao ano. Com o projeto, 1 ponto percentual dessa alíquota poderá ser perdoado caso o Estado entregue ativos correspondentes a 10% a 20% da dívida à União. Caso a entrega dos ativos ultrapasse 20% da dívida, o desconto dos juros será de 2 pontos percentuais.
Dos restantes 2 pontos percentuais de juros reais, o valor equivalente a 1 ponto poderá ser utilizado para investimentos nos Estados, principalmente em educação, mas também em infraestrutura, prevenção de catástrofes e segurança pública. Segundo ele, o 1 ponto restante seria transferido para um fundo de equalização para atender todos os Estados, não apenas os endividados.
(Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello em Brasília)
simulador emprestimo pessoal itau
bancoob codigo
quanto tempo demora para o inss aprovar um empréstimo consignado
inss extrato de empréstimo consignado
como fazer empréstimo pelo bolsa família
simulação emprestimo consignado caixa
banco bmg em fortaleza
emprestimo itaú