Por Bernardo Caram
BRASÍLIA (Reuters) – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou, em sessão desta quarta-feira, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que confere autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central, após acordo com o governo Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou possível apoio à iniciativa caso o texto seja alterado.
A análise da medida foi remarcada para a sessão da CCJ na próxima quarta, dando tempo para o governo negociar com os parlamentares.
Segundo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “nada tem contra” a autonomia financeira do BC, mas não concorda com a transformação da autarquia em órgão público empresa. Segundo ele, a mudança na situação jurídica teria impacto direto no resultado primário do governo.
“Vou admitir publicamente, porque ouvi do ministro Haddad, ‘não tenho problema com autonomia financeira’, até porque custa 70 milhões de reais, 80 milhões de reais”, disse.
“Então, quero propor que possamos criar um texto que atenda ao ponto central da proposta, que é a autonomia financeira e administrativa, e não confunda, não com a transformação do BC em empresa”, completou.
Nota informativa enviada aos senadores pela Casa Civil apresenta posicionamento contrário à PEC, com argumento semelhante ao apresentado por Wagner. A interpretação do ministério é que a nova regra mudaria a forma de contabilização dos fluxos financeiros entre o BC e o Tesouro, impactando o .
A mudança, segundo a Casa Civil, poderia gerar um efeito contábil negativo de 125 bilhões de reais no resultado primário de 2025, valor referente à cobertura de resultado negativo do BC, inviabilizando o cumprimento do marco fiscal. Atualmente, essas transferências não impactam o resultado primário.
A proposta, que vai um passo além da autonomia operacional do BC, em vigor desde 2021, é defendida pela maioria dos conselheiros da autoridade monetária, mas criticada pelo governo Lula.
O texto altera o regime jurídico da autarquia para transformá-la em empresa pública de natureza especial com autonomia orçamental e financeira. Com a medida, o orçamento da agência seria financiado por receitas próprias, deixando de depender de repasses do Tesouro Nacional.
Na terça-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou que o tema não deverá ser avaliado no plenário da Câmara no curto prazo caso seja aprovado na CCJ, ao defender uma abordagem “mais aprofundada e mais longa”. debate sobre a proposta, citando questões levantadas pelo governo sobre a iniciativa.
Lula vinha criticando reiteradamente o BC e o modelo de autonomia operacional, com foco nos ataques ao presidente da autoridade, Roberto Campos Neto, indicado pelo governo Jair Bolsonaro. O presidente interrompeu as críticas na semana passada em meio a uma rápida desvalorização do real, o que refletiu em parte as incertezas geradas por suas declarações.
A PEC da autonomia financeira também tem sido alvo de questionamentos do ministro Haddad, que disse em março não concordar com pontos do texto e que o BC deveria ter conversado com o governo antes de defender a proposta.
Em matéria publicada nesta terça-feira no site Poder360, os diretores do BC Ailton Aquino, Diogo Guillen, Otávio Damaso e Renato Gomes defenderam a aprovação da PEC, argumentando que a medida garante recursos para “manter a excelência” do órgão e ampliar a agenda de inovação.
A proposta também é defendida enfaticamente por Campos Neto e elogiada pelo diretor de Relações Internacionais, Paulo Picchetti. O diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, porém, que é cotado para se tornar presidente do órgão a partir de 2025, levantou dúvidas sobre o texto em março deste ano.
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