Governadores do Rio, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul defenderam a inclusão de despesas com as áreas de educação, infraestrutura e segurança pública nos valores a serem descontados da dívida dos estados com a União.
Os chefes do executivo estadual participaram de reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na tarde desta terça-feira, em Brasília, para discutir o assunto.
A atual proposta do governo prevê que a dedução só poderia ocorrer levando-se em conta despesas com novos investimentos em educação e infraestrutura. Agora, os governadores também pedem que as despesas com segurança pública sejam incluídas nessa redução.
O governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, afirmou que determinar gastos apenas para investimentos poderia restringir a possibilidade de alívio da dívida para novos projetos, enquanto o estado precisa fazer, por exemplo, reformas em estruturas e escolas existentes.
“Vale a pena avançarmos no financiamento da educação, mas abrirá um capítulo de discussão sobre o que é considerado esse investimento, que tipos de gastos com educação poderão ser incluídos, como serão comprovados esses gastos, tudo isso vai gerar incerteza inseguranças e preocupações. Então, quanto mais pudermos ser mais abertos sobre a possibilidade dessas despesas em determinadas áreas, é importante para que não abramos um novo capítulo de discussão. O foco principal é reduzir o comprometimento dos orçamentos estaduais com. dívida”, disse Eduardo Leite.
Fundo de Desenvolvimento Regional
Leite também defendeu a possibilidade de os estados usarem suas parcelas do Fundo de Desenvolvimento Regional da Reforma Tributária como saldo para reduzir dívidas.
O fundo será criado para compensar eventuais perdas do Estado com o novo regime tributário e foi previsto na PEC tributária.
“A possibilidade de trazer, por exemplo, o Fundo de Desenvolvimento Regional que está destinado na Reforma Tributária, como recurso para os estados acessarem. Como já está definido aí quais valores serão distribuídos entre os estados, podemos de repente trazer isso como valor a ser descontado no estoque da dívida dos estados, abrindo mão da participação desse fundo”, disse Leite.
Os governadores entendem que o ideal seria cobrar apenas o IPCA na correção das dívidas, ou um aumento máximo de 1% no índice de inflação.
Hoje são cobrados juros de 4%, mais IPCA. O Ministério das Finanças, porém, já disse que serão necessárias condições para tais reduções.
“O Sindicato tem se comportado como um banqueiro”, disse Romeu Zema.
O texto ainda não está pronto, mas a expectativa é que seja apresentado ainda esta semana, para votação antes do recesso. O presidente Pacheco quer que a proposta vá direto para votação no plenário da Câmara.
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