Por Ricardo Brito
BRASÍLIA (Reuters) – O avião turboélice ATR Voepass que caiu em Vinhedo (SP) no início de agosto, matando 62 pessoas, cruzou uma área com forte formação de gelo, o que acionou sinais de alerta visuais e sonoros aos pilotos e sistemas de proteção, o investigador das causas da tragédia disse esta sexta-feira.
Segundo o tenente-coronel Paulo Fróes, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), “em nenhum momento houve declaração de emergência” por parte dos pilotos da aeronave, que caiu em trajetória quase vertical sobre um condomínio em pela cidade do interior de São Paulo, antes de chegar ao destino no aeroporto de Guarulhos, após decolar de Cascavel, no Paraná.
Momentos antes do acidente, sinais de alerta de baixa velocidade e iminente falta de sustentação foram acionados na aeronave, segundo dados das duas caixas pretas recuperadas dos destroços do turboélice, segundo investigadores do Cenipa.
O relatório apresentado esta sexta-feira não é definitivo e as investigações deverão durar mais de um ano, afirmaram membros do órgão ligado à Força Aérea.
Durante o voo, uma das caixas pretas gravou a voz de um dos tripulantes mencionando que havia “muito gelo” nas asas do avião. Em outro momento, o piloto teria mencionado falha em um dos sistemas de redução de gelo nas asas, mas essa informação não foi encontrada no gravador de dados da aeronave.
Segundo Fróes, o ATR possui equipamentos para auxiliar a aeronave a lidar com a formação de gelo e, de fato, eles foram acionados, mas em alguns momentos o sistema foi desligado.
Questionado se o sistema poderia ser desligado pelos pilotos ou se poderia ter falhado e desligado sozinho, Fróes afirmou que o sistema “é desligado com um botão”.
O planejamento do voo do Voepass previa condições severas de gelo, segundo registros verificados pela equipe do Cenipa.
Questionado pela Reuters se o sistema antigelo pode não ter sido capaz de lidar com o volume de gelo nas asas – que, quando acontece, pode fazer com que o avião perca sustentação no ar – um dos membros do grupo A investigação afirmou que a aeronave está certificada para operar em condições de gelo e que a manutenção estava em dia, conforme registros.
Membros da investigação afirmaram ainda que ainda não é possível saber quanto gelo poderia ter se acumulado nas asas do avião antes da queda.
“O que temos neste momento é que a aeronave não tinha nada que impossibilitasse aquela decolagem”, disse o chefe do Cenipa, brigadeiro Marcelo Moreno.
(Texto de Alberto Alerigi Jr.)
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