Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO (Reuters) – O conselho de administração da Vale (BVMF:) buscou priorizar a definição da escolha de um novo presidente executivo para a empresa “o mais rápido possível”, de forma responsável, para evitar ruídos com nomes de candidatos que surgiram no mercado, disse o presidente do colegiado, Daniel Stieler, nesta terça-feira à Reuters.
A empresa anunciou na véspera a escolha do atual vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores, Gustavo Pimenta, para liderar a mineradora, com mandato de Eduardo Bartolomeo previsto para terminar no final do ano. A notícia foi bem recebida pelo mercado e as ações da Vale na bolsa paulista B3 (BVMF:) fecharam com valorização de cerca de 3%.
Pimenta, CFO da empresa desde 2021, deve assumir o comando neste ano, assim que ele e Bartolomeo entenderem que é o momento certo, disse Stieler, ressaltando que a inauguração agora depende apenas de aprovação do colegiado.
A Vale esperava que a aprovação de uma lista tríplice de candidatos a CEO ocorresse até 30 de setembro, para que o novo presidente executivo fosse formalizado e apresentado no Vale Day, marcado para 3 de dezembro.
“Depois de muitas discussões sobre o processo, o conselho se uniu, entendendo que quanto antes escolhêssemos esse executivo, mas de forma responsável, melhor seria para a empresa…”, afirmou Stieler, em entrevista na sede da Vale no Rio de Janeiro.
Segundo ele, a escolha do novo presidente executivo em agosto tira “um pouco daquele ruído dos candidatos que apareciam o tempo todo”, que “nunca chegaram a ser avaliados”.
“Foi uma decisão unânime (do conselho) que demonstra, creio, restabelece a unidade dentro do conselho de administração e, certamente, a confiança também.”
Antes de iniciar o processo de sucessão, o conselho da Vale estava dividido sobre a renovação ou não do mandato de Bartolomeo.
A definição final ocorreu agora depois de o governo ter feito duras críticas frequentes aos rumos da mineradora nos últimos meses e ter dado sinais públicos de que gostaria de influenciar a escolha de um novo executivo. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BVMF), é o principal acionista da empresa.
O conselho da Vale, porém, tem competência exclusiva para decidir sobre a escolha do presidente da empresa.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chegou a afirmar em entrevista à Reuters, há cerca de um mês, que desde que a saída de Bartolomeo foi decidida em março deste ano, a Vale estaria “sem cabeça” e “sem alguém com autoridade” para lidar com assuntos relevantes para o interesse nacional.
Privatizada na década de 1990, a Vale tornou-se nos últimos anos uma empresa de capital disperso, sem controle definido, e tem como acionistas mais relevantes Previ, Mitsui e Blackrock.
Stieler afirmou que ele mesmo comunicou ao governo, após decisão do colegiado, e que foi “muito bem” recebido.
“Já sabíamos, porque quando você coloca um executivo com essas qualificações não há motivo para a outra parte ser refratária, não há motivo. Ou seja, escolhemos um bom executivo”, afirmou.
Para o presidente do conselho, a Vale precisa melhorar o processo de comunicação para que o governo perceba o valor da empresa para a sociedade, e Pimenta tem competências para orientar a empresa nesse sentido.
“A Vale tem que trazer à tona o que é mais importante para nós, que é a questão da reputação”, frisou.
A Vale enfrenta problemas turbulentos desde que foi abalada por dois rompimentos de barragens, na joint venture Samarco, da qual é sócia da BHP, e em outra estrutura em Brumadinho (MG).
A empresa já fechou acordo de reparação com governos em relação a Brumadinho, mas ainda discute valores referentes ao rompimento da barragem de Mariana (MG), em 2015.
(Por Marta Nogueira)
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