Por Fabrício de Castro
SÃO PAULO (Reuters) – A taxa à vista registrou leve alta nesta terça-feira no Brasil, mas o suficiente para voltar a ficar acima de 5,50 reais, com os preços acompanhando o avanço da moeda norte-americana frente a outras moedas emergentes no exterior, enquanto os investidores aguardam a divulgação de dados econômicos para o resto da semana.
O dólar à vista fechou com leve alta de 0,18%, cotado a 5,5028 reais. Em agosto, porém, a moeda acumulou queda de 2,71%.
Às 17h22, na B3 (BVMF:) o contrato de primeiro vencimento subia 0,16%, a 5,5070 reais na venda.
Em um dia com agenda relativamente vazia no exterior, faltou ao mercado de câmbio um gatilho realmente forte que pudesse influenciar os preços.
O dólar sustentou ganhos frente a moedas como o , o peso colombiano e o , o que também trouxe um viés de alta em relação ao real. Mas, tal como nas sessões anteriores, as flutuações foram limitadas, com os investidores a aguardar novos dados para avaliar melhor o início do ciclo de redução das taxas de juro nos Estados Unidos.
Os dados do Produto Interno Bruto serão divulgados nos EUA na quinta-feira e o índice de preços PCE será divulgado na sexta-feira, acompanhado de perto pela Reserva Federal na formulação da política monetária.
“Hoje ainda tínhamos um pouco de aversão ao risco, por conta do conflito envolvendo Israel no Oriente Médio, que ontem deu força ao dólar. Mas a precificação está contida e o mercado caminha lateralmente, aguardando novos dados”, avaliou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
Internamente, o destaque foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que subiu 0,19% em agosto, após subir 0,30% em julho. Em 12 meses foi de 4,35%, um pouco abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,5%.
Economistas consultados pela Reuters estimavam alta de 0,20% no IPCA-15 em agosto, alta de 4,45% na comparação anual. Na abertura do índice, os profissionais destacaram a desaceleração nas taxas de serviços, serviços subjacentes e média básica, entre outros.
O dado foi considerado favorável pela maioria dos analistas, mas ainda era um dia de alta das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), que mais uma vez precificavam 100% de chance de aumento da taxa Selic em setembro. Atualmente a taxa básica de juros é de 10,50% ao ano.
Embora os preços de mercado indiquem um corte de 25 pontos base na taxa de juros pelo Federal Reserve em setembro e um aumento de 25 pontos base pelo Banco Central no mesmo mês – o que aumentaria o diferencial da taxa de juros para o Brasil – o dólar se manterá em altos níveis.
“Se isso se confirmar (corte de juros nos EUA e aumento no Brasil), há espaço para um dólar a 5,30 reais ou até 5,20 reais”, pontuou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior. “Mas teremos que esperar um pouco por esse movimento.”
Nesta terça-feira, após registrar cotação mínima de 5,4758 reais (-0,30%) às 9h, na abertura dos negócios, o dólar à vista atingiu máxima de 5,5201 reais (+0,50%) às 12h45. o dia na faixa de 5,50 reais.
Às 17h19, o índice – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis moedas fortes – caía 0,29%, para 100,560.
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