Por Roberto Samora
SÃO PAULO (Reuters) – A SLC Agrícola (BVMF:) tem potencial para ampliar a área plantada em 59,2 mil hectares na safra 2024/25, ao mesmo tempo em que vê mercado favorável para novos arrendamentos de terras em meio ao ciclo de preços baixos da e da, disseram executivos da empresa, uma das maiores produtoras de grãos e oleaginosas do Brasil, nesta quinta-feira.
O potencial total adicional de plantio, que considera a área da segunda safra, representaria um crescimento de 9% em relação aos 661,3 mil hectares da safra passada (2023/24). Mas a área total projetada só será definida entre outubro e novembro, à medida que a semeadura avança e a empresa finaliza suas análises sobre a viabilidade de toda expansão possível.
O potencial aumento no plantio foi indicado após a empresa assinar novos acordos de parceria com Agro Penido (30.734 hectares), Agropecuária Rica (21.837 hectares), além de um novo contrato de arrendamento no Piauí (14.572 hectares).
“Somando as três operações, aumentaremos em aproximadamente 60 mil hectares o potencial de área plantada para a safra 2024/25”, disse o presidente da empresa produtora de grãos, Aurélio Pavinato, durante teleconferência para comentar os resultados – lucro líquido caiu 7,8% no segundo trimestre, para 321,4 milhões de reais.
A empresa plantou 320 mil hectares de soja em 2023/24, quase 190 mil hectares e mais de 95 mil hectares de milho.
Ao avaliar a expansão da plantação, a SLC ainda não tem os custos projectados para a época 2024/25, disse o director financeiro, Ivo Brum, acrescentando que a empresa está a trabalhar em análises de solo para ver a viabilidade do algodão.
Considerando os preços da soja e do milho na bolsa de Chicago, que oscilam perto das mínimas de quatro anos, em meio às expectativas de uma grande colheita nos Estados Unidos, Brum disse que os custos também devem ser puxados para baixo na nova temporada, sem atrair mais projeções precisas.
Os preços mais baixos de commodities agrícolas, como soja e milho, também favorecem o arrendamento de terras a preços mais baixos no Brasil, e a SLC Agrícola avaliará oportunidades para aproveitar esta situação e eventualmente expandir suas áreas plantadas, disse Pavinato.
Ele lembrou que, para a nova safra 2024/25, as oportunidades de arrendamento já estão se fechando, pois o plantio em Mato Grosso começa no próximo mês.
Mas indicou que a empresa está atenta a possíveis acordos visando 2025/26.
“As oportunidades de leasing para o próximo ano continuarão a existir”, disse ele, durante uma teleconferência de resultados trimestrais.
Segundo Pavinato, nos próximos dois anos, o preço do arrendamento de terras permanecerá estável ou se ajustará para baixo, já que o setor como um todo passará por um rearranjo devido ao ciclo de queda das commodities.
“Obviamente, temos que analisar e fazer negócios adequados”, comentou. “Hoje estamos confortáveis, entregando o que prometemos, dentro da estratégia de fazer negócios no momento certo para sustentar o crescimento com rentabilidade.”
Os reajustes nos preços de arrendamento ocorreriam após aumentos importantes nos últimos anos, quando a soja e o milho estavam mais caros.
Pavinato vê o mercado de milho em equilíbrio com a demanda, já que o consumo está crescendo e a produção em 2024/25 pode ter problemas em alguns países importantes.
Mencionou que a Argentina deve reduzir a área plantada, pois enfrenta dificuldades com o inseto cigarrinha, enquanto na Ucrânia e em outros países europeus existem adversidades climáticas que afetam o cereal.
Por outro lado, ele vê maior oferta de soja do Brasil, EUA e Argentina em 2024/25, com crescimento do plantio.
RECOMPRAS
Questionado, o diretor financeiro disse que a empresa não está satisfeita com o nível de preços das ações da SLC e acrescentou que a ideia é manter o programa de recompra de ações.
Ele comentou que os terrenos da SLC estão avaliados em cerca de 11,59 bilhões de reais, acima do valor de mercado da empresa, de pouco mais de 8 bilhões de reais.
Brum lembrou ainda que, do total plantado pela SLC, mais de 60% estão em áreas arrendadas.
“Tem toda geração de caixa em terrenos arrendados que não está sendo precificada… Achamos que o mercado deveria precificar melhor…”.
(Por Roberto Samora)
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