Por Fabrício de Castro
SÃO PAULO (Reuters) – A moeda cedeu frente ao real pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira, para menos de 5,60 reais, em mais uma sessão marcada pela busca global por ativos de maior risco, acompanhando dados do mercado de trabalho norte-americano. Os americanos reduzem os temores de uma recessão no curto prazo.
O dólar à vista fechou o dia em queda de 0,89%, cotado a 5,5737 reais. Este é o menor preço de fechamento desde 23 de julho, quando atingiu 5,5665 reais. Desde terça-feira, a moeda norte-americana em espécie acumula queda de 2,92% após atingir 5,86 reais na segunda-feira, em meio a temores de que os EUA possam estar caminhando para uma recessão.
Às 17h13, na B3 (BVMF:) o contrato de primeiro vencimento caía 1,14%, a 5,5895 reais na venda.
O alívio para os mercados globais foi proporcionado esta quinta-feira pelos dados do subsídio de desemprego dos EUA.
O Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 17.000, para 233.000, na semana encerrada em 3 de agosto, em uma base com ajuste sazonal. Foi a maior queda em cerca de 11 meses. Economistas consultados pela Reuters previram 240 mil inscrições na última semana.
A diminuição dos pedidos de ajuda indicou que a economia norte-americana poderá não estar tão fraca, o que acalmou parcialmente os receios de uma recessão no curto prazo.
Como resultado, os investidores voltaram a procurar ativos de risco, como ações e moedas emergentes, como o real, o peso colombiano e o .
Assim, após atingir cotação máxima de 5,6559 reais (+0,57%) às 9h56, o dólar à vista atingiu mínima de 5,5640 reais (-1,06%) às 15h39.
“O dólar vem caindo significativamente. A ‘crise de um dia’ de segunda-feira, gerada pelos temores de recessão nos EUA, foi amplamente superada na terça, quarta e quinta”, comentou Diego Faust, trader de renda variável da Manchester Investimentos.
A queda do iene frente ao dólar é outro fator, apontado por profissionais do mercado, que fez com que moedas emergentes como o real se valorizassem nos últimos dias, inclusive nesta quinta-feira. O movimento interrompeu o desmantelamento das operações de carry trade que, nas últimas semanas, vinham penalizando moedas de países emergentes.
No carry trade, os investidores tomam empréstimos de países como o Japão, onde as taxas de juros são baixas, e reinvestem em países como o Brasil, onde as taxas de juros são mais altas. Ao desmantelar essas operações, o real estava sendo penalizado.
“O notável movimento de valorização da moeda foi interrompido nos últimos dias, reduzindo a volatilidade nos mercados cambiais de países com altas taxas de juros, como Brasil e México, por exemplo”, apontou André Galhardo, consultor econômico da Remessa Online , em comentário enviado aos clientes.
No final da tarde, o dólar continuou a subir face ao iene, o que favoreceu o avanço da moeda norte-americana face a um cabaz de moedas fortes. Às 17h10, o índice – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis moedas – subia 0,10%, para 103,210.
Pela manhã, o Banco Central vendeu em leilão todos os 12 mil contratos de swap cambial tradicional com o objetivo de rolar o vencimento em 1º de outubro de 2024.
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