Por Fernando Cardoso
SÃO PAULO (Reuters) – A moeda recuou em relação ao real nesta terça-feira, devolvendo os ganhos da véspera e caindo abaixo de 5,70 reais, com os investidores demonstrando mais calma após a enorme aversão ao risco que marcou a sessão anterior.
Às 9h45, o dólar à vista caía 1,3%, a 5,6665 reais na venda. Na B3 (BVMF), o contrato de primeiro vencimento caía 0,88%, a 5,6855 reais na venda.
Na sessão de segunda-feira, uma enorme aversão ao risco marcou as negociações globais da manhã, em meio a temores de uma recessão nos Estados Unidos devido aos dados fracos sobre o emprego na semana passada e aos resultados decepcionantes das empresas.
A busca por ativos considerados seguros provocou o enfraquecimento das moedas dos países emergentes, incluindo, além do Brasil, México, África do Sul, Chile e Colômbia.
Ao longo do dia, porém, dados mais positivos vindos da maior economia do mundo e discursos calmantes das autoridades do banco central contribuíram para um processo de atenuação das preocupações dos investidores, com vários preços a abrandar as suas descidas no início da sessão.
Os números do Institute for Supply Management (ISM) mostraram que o sector dos serviços dos EUA expandiu em Julho, com o seu índice de gestores de compras (PMI) não-industrial a subir para 51,4 no mês passado, face a 48,8 em Junho.
Além disso, um funcionário do Federal Reserve, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, disse na segunda-feira que, embora os dados de emprego nos EUA tenham sido mais fracos do que o esperado, não parece haver uma recessão no país.
Os investidores esperam um alívio de 110 pontos base este ano por parte do Fed, prevendo uma probabilidade de 80% de um corte de 50 pontos base em Setembro. Eles haviam precificado integralmente um corte desse tamanho na segunda-feira.
Com isso, o dólar, que superava os 5,86 reais no início do pregão anterior, desacelerou sua alta e encerrou o dia cotado a 5,7414 reais na venda, com alta de 0,53%.
Esta manhã, os índices de ações subiram, em negociações voláteis, e o dólar recuperou a sua força global.
O – que mede o desempenho da moeda dos EUA em relação a uma cesta de seis moedas – subiu 0,22%, para 103,100
“Hoje há essa correção de mercado depois da alta de ontem… Certamente ficaremos de olho nos próximos dados da economia norte-americana”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
Outro fator negativo para as moedas emergentes nas últimas semanas, a moeda perdeu força pela primeira vez neste mês, após acumular uma série de ganhos frente ao dólar com a reversão das operações de “carry trade”, quando investidores retiraram seus recursos do Japão para investir em países com juros mais elevados.
Esta inversão foi provocada pela perspetiva de aumento das taxas de juro por parte do Banco do Japão, que se concretizou na semana passada, quando a instituição elevou a sua taxa de juro para 0,25%.
O dólar subia 0,25% em relação ao iene, a 144,53.
A moeda dos EUA enfraqueceu em relação ao dólar e permaneceu estável em relação ao peso colombiano e ao dólar.
No cenário nacional, o mercado ainda analisava a ata da última reunião de política monetária do Banco Central, na qual as autoridades decidiram manter a Selic em 10,50% ao ano pela segunda reunião consecutiva.
No documento, o BC disse que não hesitará em aumentar a taxa de juros para garantir a convergência da inflação à meta se julgar conveniente, ressaltando que há mais riscos de aumento da inflação, com “vários membros” do Copom enfatizando a assimetria do equilíbrio dos riscos.
A perspectiva de manutenção ou aumento dos juros no Brasil, diante de possíveis cortes do Fed, é positiva para o real em tese, uma vez que um maior diferencial de taxas de juros entre os dois países tende a enfraquecer o dólar com operações de “carry trade”. em direção ao Brasil.
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