Por Fabrício de Castro
SÃO PAULO (Reuters) – Após o avanço constante da semana passada, as taxas DI fecharam a segunda-feira em baixa no Brasil, com profissionais do mercado citando como motivos para o movimento uma melhora no ambiente global para ativos emergentes e uma reação, ainda que tardia, ao congelamento de gastos anunciada pelo governo na última quinta-feira.
Declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendendo cortes orçamentários “sempre que necessário” corroboraram a redução dos prêmios.
No final da tarde, a taxa DI (Depósito Interbancário) de janeiro de 2025 – que reflete a política monetária no curtíssimo prazo – estava em 10,655%, ante 10,679% do reajuste anterior. A taxa DI para janeiro de 2026 foi de 11,39%, ante 11,439% do reajuste anterior, enquanto a taxa de janeiro de 2027 foi de 11,63%, ante 11,696%.
Entre os contratos mais longos, a alíquota para janeiro de 2031 foi de 12,01%, ante 12,112%, e o contrato de janeiro de 2033 teve alíquota de 12,02%, ante 12,126%.
Na última sexta-feira, as taxas DI haviam avançado apesar de, na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ter anunciado o congelamento de 15 bilhões de reais do Orçamento de 2024.
Esta segunda-feira, porém, as taxas futuras descolaram-se da subida das yields dos Treasuries e entraram em território negativo pela manhã, o que para alguns profissionais representou uma reação “atrasada” ao anúncio de quinta-feira.
“Acho que o mercado interno decolou (do exterior). (Ele) não aliviou tanto na sexta, com a antecipação dos cortes, e hoje está melhorando”, comentou o economista-chefe do banco Bmg, Flavio Serrano.
O anúncio do congelamento na quinta-feira foi uma antecipação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, divulgado na tarde desta segunda-feira.
Os ministérios do Plano e das Finanças confirmaram esta segunda-feira a necessidade de conter 15 mil milhões de reais em fundos ministeriais para levar a projeção do défice primário do governo central em 2024 para 28,8 mil milhões de reais, exatamente o limite inferior da margem de tolerância da meta de défice zero.
Pouco depois do meio-dia, antes mesmo do relatório, Lula reforçou o discurso do governo em defesa do equilíbrio fiscal. Em entrevista a jornalistas de agências internacionais, afirmou que o governo irá congelar as despesas orçamentais sempre que necessário e disse que traz para as “entranhas” a questão da responsabilidade fiscal. “Sempre que precisarmos bloquear, bloquearemos”, disse ele.
O dia também foi um dia de queda firme em relação ao real, em um ambiente global mais favorável para as moedas dos países emergentes, o que contribuiu para a retirada de prêmios na curva a termo brasileira.
Perto do fechamento, a curva precificou 89% de chance de manutenção da taxa básica Selic em 10,50% ao ano ao final deste mês e 11% de chance de alta de 25 pontos-base. Na sexta-feira os percentuais eram de 85% e 15%, respectivamente.
Pela manhã, o relatório Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções do mercado para a inflação em 2024 passou de 4,00% para 4,05% – ainda mais longe do centro da meta, de 3%. No caso de 2025, manteve-se em 3,90%.
A retirada do presidente Joe Biden da corrida eleitoral dos EUA também estava no radar, mas os efeitos na curva brasileira não eram claros.
“A retirada de Joe Biden parecia iminente. Foi questão de tempo”, comentou o gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, Cleber Alessie Machado. “Portanto, não é exatamente uma surpresa para o mercado”, acrescentou.
Sem Biden na disputa, os efeitos do resultado das eleições nos EUA sobre o Brasil também são difíceis de estimar.
“Em termos fiscais, os dois partidos americanos adotaram posturas muito semelhantes nos últimos anos, dando menos importância à responsabilidade fiscal. A diferença está no instrumento utilizado: os republicanos de Trump preferem impostos mais baixos enquanto os democratas de Biden preferem gastos maiores”, disse Rafael Yamano, economista da SulAmérica (BVMF:) Investimentos, em análise enviada a clientes.
“A irresponsabilidade fiscal americana resulta num aumento das taxas de juro futuras e numa inclinação da curva (um aumento maior em prazos mais longos), o que tende a ser mau para os mercados emergentes, como o Brasil”, acrescentou.
Às 16h37, o – referência global para decisões de investimentos – subia 2 pontos-base, para 4,256%.
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