Por Fabrício de Castro
SÃO PAULO (Reuters) – A moeda à vista fechou em leve queda nesta terça-feira em relação ao real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana frente a outras moedas no exterior, em meio a apostas de que o Federal Reserve começará a cortar as taxas de juros em setembro, enquanto no Brasil o ruído em torno de uma entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe volatilidade aos negócios.
O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,4293 reais na venda, queda de 0,28%. Em julho, a moeda acumulou queda de 2,89%.
Às 17h03, na B3 (BVMF:) o contrato de primeiro vencimento caía 0,37%, a 5,4415 reais na venda.
Pela manhã, o dólar sustentou baixas em relação ao real e a outras moedas de países exportadores de commodities e emergentes, com os investidores aumentando as apostas de que o Federal Reserve começará a cortar as taxas de juros em setembro.
Isso abriu espaço para o dólar à vista atingir a cotação mínima de 5,4058 reais (-0,72%) às 10h47.
Por volta das 12h20, porém, começou a circular pelas mesas de operação a informação de que Lula, em entrevista à TV Record gravada pela manhã, havia dito que será preciso convencê-lo de que será mesmo necessário contingenciar entre 15h e 20h. bilhões e 20 bilhões de reais do Orçamento deste ano. A entrevista completa está marcada para as 19h55.
Os comentários de Lula – que circularam sem o contexto da pergunta e sem os detalhes da resposta completa – estressaram os mercados e fizeram o dólar passar de negativo para positivo em relação ao real. Na renda fixa, as taxas de alguns DIs (Depósitos Interfinanceiros) zeraram as perdas.
Um operador ouvido pela Reuters destacou que o discurso de Lula, sugerindo pouco compromisso com o ajuste fiscal, foi mal recebido nas mesas.
Assim, na máxima do dia, às 13h41, o dólar à vista era cotado a 5,4641 reais (+0,35%).
Depois das 14h, a Record publicou trecho de vídeo da entrevista de Lula, em que o presidente é questionado se está disposto a contingenciar o valor de 15 bilhões a 20 bilhões de reais para equilibrar as contas públicas.
“Primeiro tenho que estar convencido se há ou não necessidade de corte”, disse o presidente. “Tenho uma diferença histórica e uma diferença de conceito com as pessoas do mercado. Só que nem tudo que eles tratam como despesa eu trato como despesa”, completou.
O trecho do vídeo, apesar de confirmar a ideia de que Lula precisaria ser “convencido” da contingência, esclareceu o contexto do comentário, diminuindo o ruído de antes. O dólar começou a oscilar em baixa em relação ao real, enquanto as taxas do DI voltaram a cair, embora o mercado continuasse esperando a divulgação completa da entrevista de Lula.
Questionado sobre a fala de Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a afirmação do presidente de que o governo não é obrigado a cumprir a meta fiscal está fora de contexto.
Na reta final dos negócios cambiais, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o mercado de trabalho aquecido indica um processo de queda mais lenta da inflação, num cenário que, somado a fatores externos, fez com que a autarquia passar para um período de “um pouco mais de cautela”.
Em evento promovido pelo Sicredi em Anápolis (GO), Galípolo reafirmou que a desancoragem das expectativas do mercado para a inflação brasileira aumentou a preocupação do BC, destacando que a previsão de juros mais altos por mais tempo nos Estados Unidos gera aumento nas expectativas de taxas de juros terminais taxa nos países emergentes e fortalece o dólar.
Os comentários de Galípolo não afetaram a taxa de câmbio antes do fechamento do segmento à vista.
No exterior, às 17h09, o índice – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis moedas – caía 0,03%, para 104,210. O dólar também cedeu frente a pares de moedas do real, como o eo.
(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)
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