O chefe da segurança interna dos EUA disse na segunda-feira que até 600 pessoas podem ter morrido depois que o furacão Helene causou inundações destrutivas no sudeste dos Estados Unidos.
Até o último relatório, divulgado anteriormente pela CNN, pelo menos 119 pessoas morreram em seis estados desde que o fenômeno atingiu a Flórida na última quarta-feira —a expectativa é que o número aumente à medida que as autoridades de resgate avançam nas áreas afetadas.
O furacão tornou-se esta segunda-feira um assunto eleitoral, com críticas republicanas à resposta do governo ao problema e candidatos presidenciais a viajarem para os locais afetados.
— Parece que pode haver até 600 vidas perdidas. Sabemos que há 600 pessoas perdidas ou desaparecidas”, disse Liz Sherwood-Randall aos repórteres.
Mais cedo, o presidente Joe Biden já tinha dito que, com o serviço de telefonia celular interrompido em grande parte da região, o número de desaparecidos poderia chegar a 600 pessoas, manifestando esperança de que tenham sobrevivido à catástrofe.
— Se Deus quiser, eles estão vivos, mas não há como contatá-los — observou Biden.
Helene começou como um furacão na Flórida e seguiu para o norte em direção à Geórgia, Carolina do Norte e do Sul e Tennessee. A maioria das mortes foi confirmada nas Carolinas do Norte (47) e do Sul (30), onde o fenômeno chegou como tempestade tropical.
As equipas de socorro têm trabalhado 24 horas por dia na Carolina do Norte, um estado sem energia e com serviços de telefonia móvel limitados, além de outros danos “significativos” nas infraestruturas de abastecimento de água e rotas essenciais, com árvores derrubadas.
Espera-se que o processo de recuperação seja “complicado” em todos os estados afetados, disse Deanne Criswell, administradora da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), à CBS.
“Esta tempestade causou uma devastação catastrófica de proporções históricas”, disse o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, acrescentando que as equipes de emergência foram forçadas a transportar suprimentos por via aérea para algumas partes do estado.
Helene atingiu a região de Big Bend, na Flórida, como um furacão de categoria 4 (em uma escala de 5) na noite de quinta-feira, com ventos de 225 km/h. Pelo menos 11 pessoas morreram no estado.
De lá, ele chegou rapidamente à Geórgia, onde o governador Brian Kemp disse que as casas foram destruídas e as rodovias cobertas de escombros.
O total de mortes no estado chegou a 25. Enfraquecido e rebaixado à categoria de depressão tropical e ciclone pós-tropical, atingiu também as Carolinas (Sul e Norte) e o Tennessee com chuvas torrenciais.
Neste último, foram registradas quatro mortes até o momento. Duas mortes também foram relatadas na Virgínia devido à chuva.
Depois de se formar no Golfo do México, Helene passou por águas particularmente quentes. Os cientistas argumentam que as alterações climáticas provavelmente desempenham um papel na rápida intensificação dos furacões, uma vez que estes se alimentam da maior energia dos oceanos mais quentes.
Impacto nas eleições
O furacão tornou-se esta segunda-feira um tema importante na campanha eleitoral, obrigando os democratas a repudiar as acusações republicanas sobre a gestão da catástrofe.
Confrontado com duras críticas do candidato republicano Donald Trump, o governo do presidente Biden aprovou ajuda federal para vários estados após a catástrofe e prometeu, esta segunda-feira, que a assistência durará “enquanto for necessária”.
— Continuaremos a enviar recursos, incluindo alimentos, água, comunicações e equipamentos salva-vidas — disse Biden na segunda-feira.
Biden também deverá visitar as áreas mais afetadas pelo fenômeno esta semana, anunciou a Casa Branca.
No domingo, o democrata conversou com os governadores da Geórgia e da Carolina do Norte e com a administração da Fema para “determinar o que mais pode ser feito”.
A candidata presidencial democrata, a vice-presidente Kamala Harris, também anunciou planos de visitar áreas, algumas delas em estados indecisos – que ora votam nos democratas, ora nos republicanos – para as eleições de novembro.
Por sua vez, Trump chegou esta segunda-feira a Valdosta, na Geórgia, local mais atingido pela destruição causada pelas inundações, e prometeu “levar muito material de ajuda, incluindo combustível, equipamento, água e outras coisas” aos necessitados. Sem fornecer provas, Trump alegou que a ajuda estava a ser negada aos seus apoiantes do Partido Republicano.
— O governo federal não está respondendo — disse aos jornalistas. — O vice-presidente está em algum lugar, fazendo campanha, procurando dinheiro.
A Casa Branca refutou as críticas de Trump de que Biden e Kamala não responderam ao desastre com rapidez suficiente. O vice-presidente esteve em viagem de campanha na Califórnia no fim de semana, enquanto Biden estava em sua casa de praia em Delaware.
Inundações no Nepal deixam 209 mortos
No Nepal, inundações e deslizamentos de terras provocados pelas chuvas torrenciais que afetaram o país, em particular a capital Katmandu, provocaram pelo menos 209 mortos, anunciou esta segunda-feira o Ministério do Interior.
Outras 127 pessoas ficaram feridas e 26 ainda estão desaparecidas, disse à AFP o porta-voz do ministério, Rishi Ram Tiwari. Mais de 4 mil pessoas foram resgatadas.
Com o tufão Yagi a atingir a Ásia, a tempestade Boris a encharcar a Europa e as inundações extremas no Sahel, Setembro tem sido até agora um mês chuvoso em todo o mundo.
A estação das monções de junho a setembro causa mortes e danos no Sudeste Asiático todos os anos, mas o número de inundações e deslizamentos de terra aumentou nos últimos anos.
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