As restrições ao aborto no estado norte-americano da Flórida levaram a atrasos ou à negação total de cuidados em gestações complicadas, segundo relatório publicado nesta terça-feira(17).
O trabalho, publicado pela ONG sem fins lucrativos Doctors for Human Rights (Médicos pelos Direitos Humanos), afirma que as restrições ao aborto na Florida – o terceiro estado mais populoso dos Estados Unidos – “colocam em perigo tanto os médicos como as pacientes grávidas no estado”. .
Desde maio, o aborto é ilegal na Flórida após seis semanas de gravidez, período em que muitas mulheres nem sabem que estão grávidas.
Os médicos que infringem a lei podem ser condenados a até cinco anos de prisão, além de enfrentarem multas pesadas e perderem a licença profissional.
A decisão foi instituída depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou a decisão conhecida como Roe vs. Wade, que concedeu proteção federal ao aborto.
Atualmente, 22 estados impuseram algum tipo de restrição ou autorização ao procedimento, embora alguns estejam colocando essas restrições nas urnas, como a Flórida.
Os moradores da Flórida votarão em novembro sobre a possibilidade de adicionar uma emenda à Constituição do Estado que proteja o direito ao aborto até que o feto seja viável, os mesmos critérios aplicados no caso Roe v. Wade.
O novo relatório, publicado com base em entrevistas com 25 profissionais de saúde – incluindo ginecologistas, obstetras, parteiras e outros – segue a publicação de um artigo da ProPublica detalhando a morte de uma mulher da Geórgia que não foi tratada em tempo hábil após complicações causadas por um pílula abortiva.
A interrupção do aborto na Flórida adota algumas abordagens, como casos de estupro ou incesto, perigo para a vida da mãe ou comprometimento irreversível de “uma função corporal importante” e anomalias “mortais” do feto.
No entanto, o relatório sustenta que a lei define mal as propostas, levando a atrasos ou negação de serviço. Aponta também que as restrições levaram a um atendimento precário e tardio aos abortos espontâneos.
Os médicos que não querem arriscar problemas legais acabam negando o tratamento ou prolongando o tempo de espera e podendo levar a complicações.
“É uma situação difícil, tem que fazer o que é legal, mas também o que é certo”, disse um profissional de saúde.
qual banco com menor taxa de juros para emprestimo
empréstimos banco do brasil simulador
empréstimo usando bolsa família
empréstimo descontado do salário
empréstimos para bpc loas
emprestimo descontado do salario
redução de juros de emprestimo consignado
consignado inss taxas
emprestimo consignado melhores taxas