As respostas preliminares às provas objetivas dos oito blocos temáticos do Concurso Público Nacional Unificado (CNPU) foram publicadas nesta terça-feira (20) pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). ) site.
Com a folha de respostas oficial em mãos, os candidatos puderam conferir os acertos e agora calcular a nota obtida até o momento.
A nota é parcial, pois além das questões de múltipla escolha, a nota final do concurso considerará também as notas da prova discursiva (escrita) e também a avaliação dos títulos acadêmicos.
Eliminação
Uma regra geral do CPNU – disponível nos editais dos blocos temáticos – trata da eliminação de candidatos com baixo desempenho.
No caso dos candidatos do bloco temático 8 (nível médio), o participante é eliminado quando o desempenho for inferior a 30% da pontuação nas provas objetivas, o que equivale a ter acertado menos de 18 questões do total de 60 na competição. Além disso, os candidatos não poderão ter recebido nota zero na redação.
Para os candidatos dos blocos temáticos de nível superior (blocos 1 a 7), será eliminado quem não obtiver nota mínima de 40% nas provas objetivas tanto de conhecimentos gerais (aplicados no período matutino) quanto de conhecimentos específicos (prova vespertina). .
No entanto, os candidatos dos blocos 1 a 7 devem considerar que a prova objetiva de conhecimentos específicos tem peso diferente, consoante os cargos e especialidades escolhidas no momento da inscrição no bloco temático do concurso.
A estratégia considera as regras da Nota Final Ponderada (NFP), utilizada para classificar os aprovados. Os editais dos blocos 1 a 7 destacam ainda que será eliminado o candidato que obtiver nota zero na redação.
Peso ponderado
Na competição realizada no domingo (18), as 50 questões objetivas específicas das provas dos blocos 1 a 7 foram divididas em cinco eixos temáticos. Cada eixo tem um peso diferente na nota do candidato, dependendo do cargo almejado. Portanto, questões de algumas áreas temáticas poderão ter peso maior que outras, dentro do mesmo bloco competitivo.
O valor total da nota da prova objetiva pode chegar a 80 valores. O cálculo da nota final da prova de conhecimentos específicos será feito com base na soma dos acertos em cada um dos cinco eixos, multiplicado pelo peso deste eixo, conforme tabela publicada nos editais do concurso.
Em entrevista à Agência Brasil, o professor de língua portuguesa, redação e administração da plataforma de estudos por assinatura Gran Cursos, em Brasília, Eduardo Cambuy explica que “a nota ponderada é a nota final após esses cálculos do peso da turma e do peso do grupo”. conhecimentos gerais ou conhecimentos específicos. Feito esse cálculo teremos a nota ponderada com as duas situações de peso”.
Segundo a professora, ainda na etapa de avaliação das provas objetivas de conhecimentos gerais e específicos, o número de acertos será colocado em uma das três tabelas, com pesos diferenciados, que podem ser consultadas no Anexo V de cada edital de bloco temático. . .
Pontuação de corte ponderada
As notas de corte variam de acordo com o desempenho dos candidatos nas provas objetivas e discursivas, em cada cargo e especialidade, dentro de cada bloco.
Os editais do concurso definem ainda que o cálculo da nota de corte ponderada deve considerar o percentual mínimo de aproveitamento necessário para que o candidato não seja eliminado, ou seja, 40% nos blocos de nível superior.
Porém, o professor Eduardo ressalta que, no momento, não é possível calcular a nota de corte porque depende do concurso de cada especialidade, o que ainda não foi divulgado pelo Ministério da Gestão (MGI).
“A nota de corte é muito difícil de calcular, porque vai depender das especialidades que cada candidato escolheu. Até o momento, a competição não foi separada por especialidade. Para dois candidatos serem concorrentes, na verdade, eles deveriam estar no mesmo bloco e terem escolhido as mesmas especialidades naquele momento”, explicou.
Ensaios
A prova escrita ou questão discursiva vale 100 pontos e tem caráter eliminatório e classificatório. O candidato será eliminado caso obtiver nota zero na redação, assinar o texto ou deixar qualquer sinal que permita sua identificação.
Mesmo os candidatos que não foram eliminados na prova escrita, nem todos terão sua prova discursiva corrigida pela banca examinadora da Fundação Cesgranrio.
Segundo o edital, o número de provas de fala corrigidas por cargo e especialidade exigida será igual a nove vezes o total de vagas imediatas, respeitado o limite mínimo de dez provas de fala corrigidas por cargo e especialidade para ampla concorrência e também para cotas de candidatos autodeclarados negros, indígenas e pessoas com deficiência (PCD).
O professor do curso preparatório para concursos, Eduardo Cambuy, é contra os critérios de correção de redações até nove vezes o número de vagas oficiais.
“Porque não é realista e dá às pessoas falsas esperanças de que conseguiriam passar, quando na verdade não conseguiriam. Geralmente, a classificação de corte fica em torno de três vezes o número de vagas. Isso significa que qualquer pessoa que esteja muito abaixo desse ponto de corte, mesmo que obtenha a melhor nota do mundo e acerte na redação, ainda assim não conseguirá permanecer nesse ponto de corte. Considero toda essa correção desnecessária para cargos que possuem muitas vagas. Só é legal para cargos com poucas vagas”, explica.
Grupo de candidatos
Além das 6.640 vagas imediatas para 21 órgãos da administração pública federal, o concurso nacional unificado conta com um banco de candidatos em lista de espera com mais de 13.200 vagas para futuros editais de aprovados.
Cada um dos oito blocos temáticos do concurso terá um conjunto de candidatos com o dobro do número de vagas imediatas do bloco, o que deverá aumentar as chances de aprovação dos candidatos, calcula o MGI. A lista de espera terá uma classificação que considerará a soma das notas nas provas objetivas e discursivas e nas provas de título acadêmico.
O professor defende a criação do banco aprovado. “Achei muito interessante, pois considera listas e o uso de listas para outras especialidades”, disse.
No entanto, Eduardo Cambuy sugere um aprimoramento do modelo de concurso unificado, com a indicação dos cargos de interesse somente após a realização das provas do concurso, como ocorre após o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), quando são utilizadas as notas obtidas pelos alunos. para ingresso no ensino superior.
“Em vez de eliminação prévia para as vagas abaixo das selecionadas, você poderia mantê-lo na lista ou indicar preferência somente após a prova, assim como no Enem”, argumenta.
O professor aponta diferenças entre o exame unificado e o Enem. “A CNU indicou a preferência antes da prova. No Enem você faz a prova, tira a nota e, com ela, escolhe para onde vai. Então, se fosse esse modelo, seria mais interessante ou até mais benéfico para muitos candidatos terem esse poder de escolha.”
Linha do tempo
As provas objetiva e discursiva foram aplicadas simultaneamente, para todos os cargos, no domingo (18), em dois turnos, em 228 cidades brasileiras.
De acordo com o calendário do concurso, as notas finais das provas objetivas, bem como os resultados preliminares da prova discursiva, serão divulgados no dia 8 de outubro. Depois, nos dias 9 e 10 de outubro, os candidatos convidados deverão apresentar as suas habilitações académicas.
A divulgação do resultado preliminar da avaliação do título está prevista para 4 de novembro. E o resultado final do concurso está previsto para 21 de novembro.
Os editais de inauguração e cursos de capacitação estão previstos para começar em janeiro do próximo ano.
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