O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (7) o julgamento do recurso contra a decisão da Corte que permitiu a responsabilização de veículos de imprensa pela publicação de entrevistas em que são falsamente atribuídos crimes contra terceiros.
Em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal decidiu que se um entrevistado acusar falsamente outra pessoa em uma publicação, o periódico poderá ser responsabilizado legalmente.
Na sessão desta quarta-feira, o plenário começou a analisar um apelo do jornal Diário Pernambucano e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Para as entidades, a decisão pode permitir a intimidação do trabalho da imprensa e o assédio judicial aos meios de comunicação.
O único voto da sessão foi dado pelo ministro Edson Fachin. O ministro falou para esclarecer que a imprensa deve ser responsabilizada em caso de negligência. Fachin também entendeu que o veículo não pode ser punido por falsas acusações feitas em entrevistas ao vivo.
Um pedido de vista do ministro Flávio Dino interrompeu o julgamento. O ministro disse que liberará o caso para julgamento ainda este mês.
Processo
A decisão do STF de responsabilizar a imprensa foi baseada em ação em que o ex-deputado federal Ricardo Zarattini Filho processou o jornal Diário Pernambucano por danos morais, com base em reportagem publicada em 1995. Na matéria jornalística, o político pernambucano Wandenkolk Wanderley afirmou que Zarattini, falecido em 2017, foi o responsável pelo atentado a bomba no aeroporto do Recife, em 1966, durante a ditadura militar.
Ao comparecer à Justiça, a defesa de Ricardo Zarattini disse que Wandenkolk fez acusações falsas e a publicação da entrevista causou sérios danos à sua honra. Segundo Zarattini, o jornal publicou uma declaração falsa contra ele e o apresentou ao público como criminoso.
Ó Diário Pernambucano alegou no processo que a publicação da entrevista ocorreu no âmbito da liberdade de imprensa, protegida pela Constituição.
O jornal foi condenado em primeira instância a pagar indenização de R$ 700 mil. O Tribunal de Justiça de Pernambuco anulou então a condenação e decidiu que o jornal apenas reproduzisse os discursos de Wandenkolk Wanderley e não fizesse nenhuma acusação contra Zarattini.
Posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revalidou a condenação, e o caso foi parar no Supremo, que manteve a condenação do jornal ao entender que a publicação agiu com negligência sem ao menos ouvir Zarattini.
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