O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (1º) determinar que as alterações individuais dos parlamentares no Orçamento da União deverão seguir critérios de transparência e rastreabilidade. As alterações são conhecidas como “alterações do Pix”.
Pela decisão, a Controladoria-Geral da União (CGU) deverá realizar uma auditoria dos repasses no prazo de 90 dias. Além disso, o Poder Executivo só poderá liberar pagamentos de emendas depois que os parlamentares as inserirem no Portal Transferegovsite do governo federal, informações sobre repasses, como dados envolvendo plano de trabalho, estimativa de recursos e prazo para execução dos valores.
No caso das “alterações PIX” que tratam de verbas de saúde, os valores só poderão ser executados após parecer favorável dos órgãos competentes do Sistema Único de Saúde (SUS).
A decisão do ministro foi motivada por ação movida pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Para a entidade, esse tipo de aditivo individual permite o repasse de recursos sem estar vinculado a projetos específicos, caindo diretamente no fluxo de caixa do beneficiário e impedindo a fiscalização dos órgãos de controle.
Ao analisar o caso, Flávio Dino entendeu que os argumentos demonstrados pela entidade mostram mecanismos de transparência insuficientes no atual modelo de transferência de alterações.
“Nesse sentido, deve-se entender que a transparência exige a ampla divulgação das contas públicas, de forma a garantir o controle institucional e social do orçamento público”, afirmou Dino.
Orçamento secreto
Anteriormente, Flávio Dino também determinou a adoção de regras de indicação de recursos públicos por meio das emendas parlamentares RP9, conhecida como “Orçamento Secreto”. As medidas foram determinadas após audiência de conciliação realizada hoje com representantes do Congresso.
Pela decisão do ministro, as alterações só poderão ser pagas pelo Poder Executivo com total transparência quanto à sua rastreabilidade. Dino também entendeu que as organizações não governamentais (ONGs) devem seguir as mesmas regras ao atuarem como executoras de emendas.
O entendimento do ministro determina ainda que a Controladoria-Geral da União (CGU) faça uma auditoria de todos os repasses feitos pelos parlamentares por meio de emendas ao “orçamento secreto”.
Em dezembro de 2022, o STF entendeu que as emendas denominadas RP9 são inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou resolução que alterou as regras de distribuição de recursos por meio de emendas do relator para cumprir determinação do Tribunal. Porém, o PSOL, partido que ajuizou a ação, destacou que a decisão continua em descumprimento.
seguro cartão protegido itaú valor
calculadora consignado caixa
taxa do consignado
empréstimo pessoal curitiba
banco pan refinanciamento telefone
empréstimo sim telefone
o que e crédito salário bradesco