Um projeto social que promove aulas gratuitas de caratêvem transformando a vida de diversos jovens da Zona Norte do Recife.
Localizada na comunidade do Alto do Brasil, a Projeto Social Karatê Alto do Brasilque conta com quase 50 alunos, busca, além de afastar os jovens das ruas, incentivá-los à prática esportiva e incentivá-los a estudar.
Fundador do projeto, José Marcosde 51 anos, conta que a ideia surgiu depois de sentir a necessidade de ajudar os jovens da comunidade.
“Havia uma roda de amigos conversando, quando passou o filho de um amigo nosso com a tornozeleira eletrônica. Quando vi, fiquei muito emocionado com a cena, e todos do grupo começaram a criticar. : por que não fazer alguma coisa? E aí tive a ideia de fazer esse projeto”, lembrou.

Para tirar o projeto do papel, ele contou com a ajuda de Marcos Antônio, conhecido como Marcos Coxinha, que pratica caratê há mais de 50 anos. Agora como professor, Marcos destacou a importância da iniciativa.
“Tire eles da rua, para que um dia você possa ser campeão, ser alguém. Também pretendemos promover a comunidade de onde eles vêm. Cada campeonato que vamos, comemoramos com a bandeira. A população abraça nosso projeto”, afirmou.

A iniciativa, aliás, já rendeu bons resultados para alguns alunos, como Lucas Renée, de 13 anos. O jovem, que já é faixa-marrom, penúltimo antes do nível mais alto, o preto, e já tem medalha, se declarou a favor do projeto.
“O projeto mudou muito. A forma de agir, respeitar sua família, irmãos. O projeto é minha segunda família”, destacou.

Riquelme Rosendo, de 16 anos, é outro aluno do projeto que admitiu ter sido beneficiado. O jovem, que tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), começou no esporte como faixa-branca e hoje é faixa-preta.
Além disso, Riquelme já acumula conquistas e medalha de ouro em campeonato mundial. “Mudou minha vida. Minha família e o Marquinhos me ajudaram. Estou gostando, estou indo bem nos estudos”, confessou.

Lucas e Riquelme são apenas alguns dos vários alunos que vêm disputando campeonatos e que deverão participar do Campeonato Pan-Americano e Brasileiro de Karatê, que acontecerá em setembro deste ano, em Recife.

Dificuldades
Apesar de beneficiar vários alunos, o projeto tem encontrado algumas dificuldades, principalmente devido ao espaço onde são ministradas as aulas.
“Infelizmente nosso espaço é pequeno. Todos os dias a mãe e o pai chegam a pedir lugares”, confessou José Marcos.
Atualmente, as aulas de caratê são ministradas em espaço cedido por uma igreja comunitária. Devido ao tamanho do local, o projeto não tem condições de incluir mais novos alunos.
“Nosso espaço é pequeno, por isso temos dois grupos de alunos, porque se você colocasse todo mundo ficaria apertado”, confessou Marcos Antônio.

Além do espaço, o projeto também vem tentando encontrar alternativas para arrecadar dinheiro para se manter em funcionamento e poder participar de campeonatos, incluindo o Campeonato Pan-Americano e Brasileiro de Karatê.
“Nossa dificuldade é apoio, patrocinadores. A gente arrecada latas para vender, faz rifas, vende camisas”, disse Marcos Antônio.
Para quem tiver interesse em ajudar o projeto, seja através da compra de uma rifa, de uma camisa ou por doação espontânea, basta entrar em contato com o idealizador do projeto, José Marcos, pelo telefone 81 98731-2859.
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