Com Início previsto das operações em julho de 2028o Governo de Pernambuco e a European Energy oficializaram, nesta segunda-feira (23), a instalação, no Estado, de primeira planta produtiva de e-metanol no Brasilcombustível obtido de fontes renováveis e isento de emissões poluentes. A cerimônia de assinatura da cooperação contou com a presença de empresários do setor sucroenergético, incluindo o presidente da Grupo EQM e fundador da Folha PernambucanaEduardo de Queiroz Monteiro.
O projeto ficará localizado em uma área de mais de dez hectares, no Complexo Industrial Portuário de Suape, Litoral Sul. Com investimento de R$ 2 bilhõesa estimativa é que a nova indústria impulsione a geração de 250 empregos diretos e cerca de 15 mil empregos indiretos.
De acordo com o cronograma, o projeto básico será apresentado pela 30 de abril de 2025e as obras começarão seis meses depois, em outubroapós a concessão de licenças ambientais. A expectativa é que 100 mil toneladas de e-metanol são movimentados por ano no porto.
Potencial
Segundo a governadora Raquel Lyra, Pernambuco recebe o investimento pela sua posição geográfica, pela oportunidade que existe no Porto de Suape e geração de biocombustíveis, além do potencial de produção de energia eólica e solar.
“Inicialmente, o foco desta indústria é, como afirma a própria Dinamarca, alimentar a indústria naval para que as embarcações possam ter energia limpa viajando pelo mundo”, destacou.
Experiência
O Energia Europeia é uma empresa dinamarquesa consolidada no Brasil no setor de energia limpa.
“Somos uma empresa internacional que atua em 29 países. E vemos que o Brasil, e especialmente Pernambuco, têm os melhores recursos do mundo para produzir eletricidade barata”, destacou o vice-CEO da Energia Europeia, Jens-Peter Zink.
Segundo o vice-presidente da empresa para América Latina, Thiago Arruda, a empresa foi criada em Pernambuco e começou, no país, com a geração de energia solar.
“Hoje damos mais um passo, indo além dos projetos solares e eólicos que já temos aqui no Estado para novos combustíveis, novas fronteiras de tecnologia, e colaborando com a industrialização do Estado em um projeto que esperamos poder concretizar. implementar em construção em breve”, reiterou.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti, mencionou o diferenças para o Estado ter sido escolhido para sediar a nova planta industrial.
“Pernambuco possui um dos maiores portos do Brasil, o principal porto industrial da região Nordeste. Temos um porto que hoje é uma realidade. O nosso porto fez muita diferença, mas também o facto de termos conseguido integrar a cadeia sucroenergética a este processo de criação de um novo combustível do futuro, fez com que nos beneficiássemos desta decisão de investimento”, afirmou.
É importante que o Porto de Suape ofereça o combustível do futuro para as companhias marítimas localizadas no complexo, segundo o presidente de Suape, Marcio Guiot.
“Como parte do processo de descarbonização, as transportadoras têm uma agenda muito forte para serem descarbonizadas até 2030. É importante que Suape tenha essa possibilidade de oferecer, como já oferecemos o combustível tradicional, o combustível do futuro também.”
Pioneirismo
O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, destacou que Pernambuco assume liderança no campo da energia verde com investimento feito em Suape.

“Os marcos regulatórios estão começando a funcionar e a sinalizar para o biodiesel, para o biometano, que começam a ter marcos regulatórios muito consistentes para o combustível limpo de aviação que é o SAF e, sobretudo, para o combustível marítimo”, comentou.
Para o diretor de Novos Negócios da Grupo EQMPaulo Júlio de Mello, e-metanol tem importância significativa para o setor sucroenergéticoum dos fornecedores de matéria-prima para a nova fábrica.

“O CO2 é extraído do processo de produção da cana-de-açúcar e do etanol e esse resíduo de CO2 se tornará uma importante matéria-prima para a produção do e-metanol. É um avanço, é uma captura de carbono da atmosfera, é um processo muito moderno e muito interessante para impulsionar o setor sucroenergético, que já é um setor ESG”, afirmou.
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