Um projeto será enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional em novembro, após as eleições, para acabar com o saque aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou o fim da modalidade.
Segundo dados oficiais, mais de nove milhões de trabalhadores que decidiram sacar parte do saldo no mês do aniversário não conseguiram receber o valor integral do fundo durante os mais de quatro anos de existência desse tipo de saque. A regra impediu o resgate de R$ 5 bilhões.
Qual a proposta do governo para acabar com o saque-aniversário?
Para substituir esse tipo de saque, o governo vai propor um formato que dará aos trabalhadores da iniciativa privada mais acesso ao crédito consignado, ou seja, quando houver desconto em folha, segundo Marinho.
“Na verdade, ele [Lula] está me cobrando. Onde está a remessa? Porque aqui vamos oferecer um direito às pessoas que hoje não têm cobertura em nenhum lugar”, disse Marinho, em entrevista à TV Globo e ao g1.
O governo irá propor que empregados domésticos podem contratar empréstimo consignadoalgo que não é possível hoje. A proposta fará parte do projeto de lei que encerra o saque aniversário do FGTS e que será enviado ao Congresso Nacional em novembro, após as eleições, segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
A proposta de acabar com o saque-aniversário traz uma série de inovações para convencer os parlamentares a aprovarem o projeto, incluindo a possibilidade de os empregados domésticos poderem contratar um empréstimo com desconto em folha de pagamento.
O novo formato consignado prevê a possibilidade, por meio de uma plataforma, de reunir todos os bancos que oferecem crédito consignado e também os trabalhadores.
Hoje, cada empresa precisa assinar acordos com bancos separadamente, o que dificulta a situação das pequenas e médias empresas. A mudança foi sugerida pelo Ministério da Fazenda e os dois projetos andaram de mãos dadas dentro do governo.
Outra novidade é que o novo empréstimo consignado permitirá que o trabalhador utilize seu FGTS como garantia em casos de demissão, mas apenas nessas circunstâncias.
Resistência de parlamentares
Desde o início do governo Lula, Marinho buscou apoio para aprovar o fim do saque aniversário. Com a avaliação da Casa Civil, segundo ele, a proposta agora conta com respaldo político para ser apresentada no Congresso. Ainda segundo o ministro, há resistência, principalmente de parlamentares.
“Já conversamos sobre isso com vários dirigentes, já discuti isso com o presidente (da Câmara, Arthur Lira), mas vamos retomar essa conversa com a gestão das casas, com o presidente Lira e o presidente (da Câmara). Senado, Rodrigo) Pacheco, e propor uma conversa com todos os líderes, de todos os partidos para apresentar o problema que existe hoje e a solução que queremos dar”, disse o ministro.
Marinho explicou que os parlamentares estão preocupados com a possibilidade de os juros sobre a folha de pagamento serem superiores aos vigentes atualmente por meio de empréstimos convencionais com bancos que antecipam o saque aniversário.
O que é o saque-aniversário do FGTS?
Desde 2020, o cidadão pode sacar parte do saldo das contas ativas e inativas do FGTS todos os anos, no mês do seu aniversário. O saque-aniversário, porém, tira o direito do trabalhador de receber todo o valor acumulado no fundo, em caso de demissão sem justa causa.
Portanto, os profissionais que se desligarem da empresa só poderão sacar o valor da multa rescisória paga pelo empregador, 40% do saldo do Fundo de Garantia.
O GLOBO possui uma ferramenta que calcula quanto o trabalhador pode sacar, de acordo com o valor da conta.
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