Apesar do peso da soja no índice, o trigo plantado no Estado resistiu às influências do La Niña em 2023 e o valor da produção dessa commodity cresceu quase 72%
Mato Grosso do Sul bateu recorde, segundo levantamento da Pesquisa Agropecuária Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com crescimento registrado tanto na área colhida quanto na própria receita, que atingiu R$ 51,5 bilhões.
Ressalta-se que a Pesquisa IBGE é composta por pesquisas municipais sobre:
- Área destinada à colheita,
- Área colhida,
- Quantidade produzida,
- Renda média obtida
- Valor da produção das culturas temporárias e permanentes
Em números absolutos, o valor da produção (51,5 bilhões de reais) indica um crescimento de 3% na receita obtida, se compararmos o desempenho entre os dados de 2022 e este último levantamento de 2023.
Aliás, o desempenho de Mato Grosso do Sul difere até mesmo dos índices nacionais, que caíram 2,3% no período ante o resultado recente de R$ 814,5 bilhões.
Alguns fatores contribuíram para esse desempenho nacional negativo, como o excesso de oferta de soja e milho e o “esfriamento” dos chamados “mercados consumidores globais”, que fez flutuar o preço dos produtos agrícolas.
Desempenho do MS
Esses R$ 51,5 bilhões de receita são resultado dos 7,3 milhões de hectares de área total colhida, índice que, por sua vez, também teve crescimento anual, correspondente a 5,8% em relação aos dados de 2022.
Tudo isso enquanto o território nacional sofria as influências climáticas do tradicional fenômeno La Niña, que concentrou sua característica seca severa no extremo sul do Brasil.
Contudo, assim como o trigo do Mato Grosso do Sul, o desempenho local foi favorável, com um aumento de quase 72% (71,9% para ser exato) no valor da produção desta commodity.
Com base nos dados do PAM do IBGE, abaixo você confere o desempenho de cada cultura no Mato Grosso do Sul, listando os hectares de áreas plantadas e colhidas; as quantidades produzidas, em toneladas, bem como os respetivos valores de produção:
Destaque para a soja que, se considerada valor gerado, continua com os melhores desempenhos que incluem produção recorde em 2023 e volume de mais de 14 milhões de toneladas geradas no MS.
Estas exatas 14,2 milhões de toneladas produzidas representam um aumento de 67%; sendo o maior valor de produção do MS, R$ 33,9 bilhões, representando crescimento de 37,2%
Com 622.605 hectares plantados e colhidos, os maiores volumes do Estado, a produção de Maracaju ocupa a 12ª posição entre os mais de cinco mil municípios que compõem o levantamento.
Em todo o Estado, o espaço dedicado à colheita cresceu 4,3% no ano passado, impulsionado por:
- soja (5,1%),
- milho (0,4%),
- cana-de-açúcar (4,6%),
- sorgo (5,4%),
- mandioca (0,4%) e
- trigo (5,3%)
Além disso, a oleaginosa com melhor desempenho em Mato Grosso do Sul coloca o Estado na 4ª posição entre os maiores produtores de soja do país, com 14.193.250 toneladas produzidas, atrás apenas de Mato Grosso (44 milhões); Paraná (21 milhões) e Goiás (17).
Panorama geral
Nacionalmente, a última pesquisa do IBGE indica queda de 2,3%, o que quebra o desempenho de seis anos de altas consecutivas, apesar do recorde alcançado com a colheita de grãos, que atingiu 316,4 milhões de toneladas, indicando um aumento de quase 20% no volume.
Somando todas as culturas, a área plantada nacional atingiu 96,3 milhões de hectares, cerca de cinco milhões a mais, o que por sua vez representa uma expansão crescente.
Em território nacional, os cinco principais produtos no ranking de produção, comparado entre 2022 e 23, são:
- soja (0,4%),
- cana-de-açúcar (8,5%),
- milho (-26,2%),
- café (-15,2%) e
- algodão (-9,0%).
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