Por Fabrício de Castro
SÃO PAULO (Reuters) – Sem a referência aos Treasuries devido a um feriado nos EUA, as taxas DI de curtíssimo prazo fecharam perto da estabilidade nesta segunda-feira, mantendo a precificação majoritária de um aumento de 25 pontos base na Selic em setembro, enquanto as longas subiram após o governo detalhou a proposta de Orçamento para 2025.
No final da tarde, a taxa DI para janeiro de 2025 – que reflete a política monetária no curtíssimo prazo – estava em 10,985%, ante 10,992% do ajuste anterior.
A taxa DI para janeiro de 2026 foi de 11,88%, ante 11,847% do reajuste anterior, enquanto a taxa de janeiro de 2027 foi de 11,975%, ante 11,924%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 foi de 12,16%, ante 12,095%, e o contrato de janeiro de 2033 teve taxa de 12,13%, ante 12,075%.
O feriado do Dia do Trabalho nos EUA manteve o mercado de títulos norte-americano fechado, o que reduziu a liquidez nos negócios também no Brasil.
O relatório Focus, com projeções de mercado para os principais indicadores econômicos, trouxe pouca mudança nas expectativas de inflação. O IPCA projetado para 2024 passou de 4,25% para 4,26%, enquanto a estimativa para 2025 passou de 3,93% para 3,92%.
Sem a referência dos Tesouros e com uma agenda relativamente vazia no Brasil, o curto trecho da curva futura brasileira manteve o desenho de sexta-feira, quando declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, desencadearam uma redução nas apostas de que a instituição irá elevar a taxa básica Selic em 50 pontos-base neste mês. A Selic está atualmente em 10,50% ao ano.
“Campos Neto fez uma intervenção dizendo que o mercado estava exagerando um pouco nessa precificação dos juros curtos”, lembrou na manhã desta segunda-feira o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, em comentário enviado aos clientes. “A curva acabou se inclinando, os juros curtos caíram, os juros longos subiram”, acrescentou.
Os preços desta segunda continuaram apontando para maiores chances de o BC elevar a Selic em apenas 25 pontos-base. Perto do fechamento, a curva precificou uma probabilidade de 59% de um aumento de 25 pontos base e uma chance de 41% de um aumento de 50 pontos base. Na sexta-feira os percentuais eram de 63% e 37%, respectivamente.
As taxas dos DIs de longo prazo subiram, dando continuidade ao movimento de sexta-feira de colocar mais prêmios na curva, na esteira das preocupações com o equilíbrio fiscal no Brasil.
Pela manhã, o Ministério do Planejamento informou que o governo espera fechar 2025 com superávit primário de 3,7 bilhões de reais. Na sexta-feira, quando a proposta de Orçamento foi enviada ao Congresso, o governo limitou-se a dizer que o texto previa que a meta de déficit primário zero para o ano – que tem intervalo de tolerância – seria alcançada.
No Focus, a mediana das projeções do mercado aponta para um déficit primário de 0,76% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano.
O Ministério da Fazenda informou ainda que decidiu prever no Orçamento de 2025 a extinção da isenção tributária sobre a folha salarial de setores da economia e municípios no próximo ano, argumentando que o projeto sobre o tema em análise no Congresso não prevê compensação para esta isenção fiscal.
banco militar
emprestimo pessoal taxa de juros
simular empréstimo caixa
simulador empréstimos
contrato banco pan
emprestimo bpc loas representante legal