A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei do programa “Acredita”, que dá crédito aos beneficiários do Bolsa Família que desejam se tornar microempreendedores individuais (MEI).
O texto entrou em vigor por meio de uma medida provisória (MP) que perdeu validade no mês passado. Para dar continuidade ao programa é necessária a aprovação do projeto, que segue para a Câmara.
A mesma proposta permite a renegociação de dívidas de pequenos e médios empresários e amplia a oferta de crédito imobiliário no mercado.
O público-alvo do programa de microcrédito são os inscritos no CadÚnico, trabalhadores informais; e pequenos produtores rurais que acessam o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O governo reservou uma fonte de R$ 500 milhões em recursos, como garantia para o financiamento em 2024. Esse valor veio do Fundo Garantidor de Operações (FGO) da Desenrola, que é o programa para pessoas físicas endividadas lançado no ano passado.
Para quem está no CadÚnico, o empréstimo ocorrerá mediante a formalização do empresário como MEI. Para isso, não será necessário sair imediatamente do Bolsa Família.
Segundo o governo, estão cadastradas 43 milhões de famílias (aproximadamente 96 milhões de pessoas), das quais 54% vivem com renda per capita de até R$ 109 por mês.
O relator da proposta, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), também acrescentou à proposta a possibilidade de crédito para taxistas, para aquisição de veículos destinados à renovação da frota utilizada na prestação de serviços.
“As pessoas singulares, titulares de autorização, permissão ou concessão do Governo para exercer, comprovadamente, em veículo de sua propriedade, a atividade de condutor independente de passageiros, na categoria táxi, poderão ter direito à linha de crédito referida no caput.” , afirma o texto.
Desenrolar MEIs
O público-alvo inclui MEIs, microempresas e pequenas empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões e que estão inadimplentes (com dívidas bancárias).
O Executivo autorizou que o valor renegociado das dívidas (adquiridas até o dia da publicação da MP) possa ser contabilizado para apuração do crédito presumido dos bancos nos anos de 2025 a 2029.
Essa autorização terá validade até o final de 2024. A Serasa Experian estima que cerca de 6,3 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes em janeiro de 2024, o maior número da série iniciada em 2016.
Crédito Imobiliário
Permite a utilização da estatal Emgea (Sociedade Gestora de Ativos) para ampliação do crédito imobiliário. Esta empresa atuará como securitizadora no mercado imobiliário. Na prática, permitirá aos bancos aumentar as concessões de crédito à habitação a taxas mais baixas
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