O esforço feito pelo governo no segundo semestre permitirá cumprir a meta fiscal de 2024, afirmou nesta terça-feira (27) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Participando por videoconferência num evento promovido pelo Banco Santander, o ministro afirmou que a equipa económica está a conseguir superar os desafios para reequilibrar as contas públicas, com a ajuda do novo enquadramento fiscal.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 estabelece meta de resultado primário zero, com margem de tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) para mais ou para menos. Pelos cálculos mais recentes do governo, isso equivale a um déficit de até R$ 28,8 bilhões para este ano.
No final de julho, o governo congelou R$ 15 bilhões do Orçamento para garantir o cumprimento do limite inferior da meta, com déficit de R$ 28,8 bilhões. A equipa económica, no entanto, acredita que este objetivo pode ser alcançado através do “pooling” de despesas interligadas (não administráveis) que não podem ser executadas, como alterações fiscais.
Desafios
O déficit primário é o resultado negativo das contas governamentais sem juros da dívida pública. Embora tenha manifestado otimismo quanto ao cumprimento da meta fiscal em 2024, Haddad citou desafios, como gastos bilionários sem fontes de compensação, como aumento de impostos ou cortes em outras despesas.
Como exemplo, Haddad citou o novo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb), aprovado em 2020. Formado por contribuições da União e transferências constitucionais aos estados, municípios e Distrito Federal, o novo Fundeb estabeleceu que as contribuições da União aumentem significativamente gradativamente até atingir 21% do fundo em 2025 e 23% em 2026.
“O novo Fundeb multiplicou as contribuições da União. Quando foi aprovado o novo patamar do Fundeb não foi aprovada nenhuma fonte para isso”, declarou o ministro. “O ápice [das contribuições da União] será alcançado em 2026, mas esta não é uma operação simples.”
Orçamento
Na sexta-feira (30), o governo envia ao Congresso o projeto de lei do Orçamento de 2025. Haddad disse que o texto traz mais segurança em relação à proposta anterior. Isso porque o governo quitou o pagamento de precatórios atrasados em 2024 e o Orçamento do próximo ano não terá tantas receitas extraordinárias, como a tributação de fundos exclusivos e offshores (empresas de investimento estrangeiras), que estão inflacionando as receitas em 2024.
“A proposta [de 2025] Está mais equilibrado e traz mais conforto que o ano anterior. Tudo começa pela área técnica, não tem como inventar números. É muito difícil você fechar um Orçamento, então vai ficar equilibrado, mas te digo com muita calma: essa peça do orçamento me dá mais conforto que o do ano passado [Orçamento de 2024, apresentado em 2023]”, declarou o ministro.
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