O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que as projeções do governo para o resultado primário em 2025 apresentam “duplo risco”, pela possibilidade de frustrações de receitas e aumento de despesas obrigatórias. O órgão também chama a atenção para as limitações das regras de contingência de gastos. O alerta foi feito à equipe econômica em relatório que analisa o Projeto de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2025, enviado pelo Poder Executivo em abril ao Congresso Nacional.
Os auditores do TCU avaliaram que as estimativas apresentadas no PLDO para 2025 em relação à receita primária líquida são “otimistas”, variando de R$ 35,6 bilhões a R$ 50,7 bilhões acima das projeções feitas com base em dados de mercado. A discrepância nos dados explicaria os riscos de frustração das receitas no próximo ano.
Os técnicos apontam ainda que os aumentos nas despesas primárias totais ultrapassam o limite de crescimento real de 2,5% ao ano permitido pelo quadro fiscal, o que leva à compressão das despesas discricionárias, com exceção das alterações obrigatórias e dos pisos constitucionais mínimos de saúde. e educação. Estas últimas, apesar de pertencerem à categoria discricionária, são obrigatórias.
O TCU aponta ainda que as estimativas para despesas discricionárias líquidas de emendas e mínimos constitucionais prevêem queda de R$ 100,9 bilhões em 2024 para R$ 11,7 bilhões em 2028, uma redução de 88%. “Se não houver alteração substancial na composição das despesas, a compressão dessas despesas pode aumentar o risco de desligar do setor público ou aumentar o incentivo para abandonar a âncora fiscal trazida pelo quadro fiscal do RFS”, menciona o relatório.
Os técnicos mencionam que a estimativa da dívida apresentada no PLDO 2025 parte da premissa de que as despesas, ao longo de todo o período, crescerão em ritmo mais lento que as receitas. A projeção, porém, pode ser irrealista se não houver revisão das despesas obrigatórias ou discricionárias vinculadas à receita, afirmam.
O órgão destaca ainda que o projeto enviado pelo governo trata da revisão de despesas com foco na revisão e redução de benefícios irregulares, “mas sem mencionar propostas legislativas específicas para enfrentar o desafio das despesas obrigatórias”.
“Ao assumir que as medidas de controlo do crescimento das despesas, conforme estabelecido pelo quadro fiscal do RFS, estabilizarão a dívida, implica uma expectativa de alterações nas normas constitucionais e infraconstitucionais que regem as despesas obrigatórias e discricionárias ligadas à receita no médio prazo”, diz o documento.
O relatório aponta ainda que visar o limite inferior do marco fiscal como referência para o resultado primário e adotar contingências pode aumentar o risco de descumprimento das metas fiscais, além de afetar a credibilidade das regras e comprometer a gestão das contas públicas no futuro. A estratégia já foi adotada pelo governo este ano.
“Desta forma, o controle da política fiscal através da limitação das despesas discricionárias não será orientado pelo centro da meta. Consequentemente, em situações de frustração de receitas, o resultado tende a aproximar-se do limite inferior. não há impedimentos para o governo aumentar as despesas até que o espaço fiscal disponível se esgote novamente, levando o resultado primário de volta ao limite inferior”, avaliam.
O TCU destaca que a estratégia de atingir o limite inferior da faixa, embora não seja ilegal, ainda pode gerar inconsistências de longo prazo na trajetória da dívida, dependendo das projeções de resultados primários utilizadas nas estimativas.
banco militar
emprestimo pessoal taxa de juros
simular empréstimo caixa
simulador empréstimos
contrato banco pan
emprestimo bpc loas representante legal