Por Fabrício de Castro
SÃO PAULO (Reuters) – As taxas do DI fecharam em alta nesta quinta-feira, especialmente entre os contratos mais longos, refletindo o aumento dos rendimentos do Tesouro no exterior, depois que novos dados aliviaram os temores de que a economia dos EUA possa entrar em crise. recessão.
Entre os contratos de curtíssimo prazo, as taxas também subiram, embora com menor intensidade, com os investidores aumentando as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentará a taxa em setembro.
No final da tarde, a taxa DI para janeiro de 2025 – que reflete a política monetária no curtíssimo prazo – estava em 10,78%, ante 10,749% do ajuste anterior.
A taxa DI de janeiro de 2026 foi de 11,52%, ante 11,408% do reajuste anterior, enquanto a taxa de janeiro de 2027 foi de 11,49%, ante 11,353%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 foi de 11,51%, ante 11,397%, e o contrato de janeiro de 2033 teve taxa de 11,48%, ante 11,388%.
No início do dia, o Departamento do Comércio informou que as vendas no varejo dos EUA aumentaram 1,0% em julho, após uma queda revisada para baixo de 0,2% em junho.
O resultado foi muito melhor do que o esperado pelo mercado. Economistas consultados pela Reuters previram que as vendas no varejo, que são principalmente mercadorias e não ajustadas pela inflação, subiriam 0,3%.
O Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de desemprego do estado caíram em 7.000, para 227.000 com ajuste sazonal na semana encerrada em 10 de agosto. Os economistas previram 235.000 pedidos para o período.
Os números do mercado retalhista e de trabalho sugeriram que a economia dos EUA continua forte, o que deu força aos rendimentos do Tesouro, com os investidores a reduzirem as apostas de que um corte de 50 pontos base nas taxas de juro poderia ser feito em Setembro, em vez de 25 pontos base.
No Brasil, as taxas DI acompanharam o aumento dos rendimentos.
“As taxas no Brasil estão em linha com as do exterior e corrigindo o fechamento mais abrupto que vimos recentemente”, comentou João Ferreira, sócio da One Investimentos.
Na verdade, as taxas futuras de longo prazo caíram nas quatro sessões anteriores no Brasil, refletindo em alguns momentos no exterior, mas também a queda do real frente ao real e um discurso considerado mais hawkish (duro com a inflação) do diretor de Política Monetária do o BC, Gabriel Galípolo.
Na semana passada Galípolo afirmou que toda a diretoria do BC está disposta a fazer o que for necessário para perseguir a meta de inflação de 3%. Na última segunda-feira, ele afirmou que um possível aumento da Selic “está em cima da mesa” no Copom.
“O posicionamento do Galípolo, com tom mais hawkish, acalmou o mercado, que viu redução na precificação do risco na parte mais longa da curva”, disse Ferreira, ao descrever o movimento dos dias anteriores. “Mas hoje a subida da curva é impulsionada pelo exterior.”
A taxa contratual para janeiro de 2025 – que nos últimos dias se manteve muito próxima da estabilidade, mesmo quando o viés para o restante da curva era de baixa – também subiu um pouco nesta quinta-feira. Assim, a precificação do aumento da Selic em setembro continuou aumentando, ainda que profissionais ouvidos pela Reuters nos últimos dias alertem que o BC tende a manter a Selic no curto prazo.
Perto do fechamento, a curva a termo brasileira precificou 77% de probabilidade de alta de 25 pontos-base na Selic na próxima reunião do Copom, em setembro. A probabilidade de manutenção de 10,50% ao ano era de 23%. Na véspera os percentuais eram de 75% e 25%, respectivamente.
Às 16h38, o – referência global para decisões de investimentos – subia 10 pontos-base, para 3,919%.
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